Foto: Reprodução/Internet Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Dependência afetiva

Entendi o que era dependência afetiva quando comecei a analisar os relacionamentos ao meu redor. Confesso que sempre achei que todo relacionamento era baseado no amor, mas percebi que muitos casais estão juntos por dependência. 

Conheci uma garota que vou chamá-la de Beatriz, 26 anos. Ela namorou cinco anos com um rapaz que mantinha uma relação sem muita intensidade. Não ia ao cinema com ela, viajava raríssimas vezes, tratava ela bem, ajudava financeiramente e resolvia grande parte das coisas dela, mas não passava disso.

Nesse tempo ela conheceu outro rapaz que era o oposto do namorado. A chamava para sair, dizia que ela estava bonita, comprava flores, presentes e ligava todos os dias para saber como ela estava. 

Beatriz terminou com o primeiro namorado para “embarcar” nessa nova relação, mas não foi de coração aberto e voltou para o ex-companheiro. Quando voltou descobriu que estava sendo traída fazia anos e que ele mentiu por diversas vezes para ela. Mesmo assim ela permaneceu.

Hoje em dia o ex-companheiro tem uma nova namorada e ela está sozinha. O problema é que Beatriz nunca ‘desgrudou’ dele. Continua conversando, saindo e até dependendo financeiramente, e emocionalmente.

O amor dela por ele deixou de ser amor. Tornou-se uma dependência afetiva tão grande que ela não consegue mais conhecer outras pessoas e tocar a vida. Por algum motivo - que com certeza seria melhor tratado na psicoterapia - Beatriz não o largou e continua acreditando que os dois vivem uma relação de amor.

Estou lendo o livro “Amar ou depender?”, do Walter Riso. É um livro pequeno, fácil de ser lido e que explica sobre as fases da dependência afetiva e como podemos fazer para fazer do amor uma experiência saudável. Recomendo a leitura.

Muitos relacionamentos não são mais baseados no amor. Não há mais tesão no parceiro, nem diálogo, muito menos troca de elogios ou de carícias. O que há é uma grande dependência que impede que os dois sigam.

O autor diz em um trecho do livro: “Depender da pessoa que se ama é uma maneira de enterrar em vida, um ato de automutilação psicológica em que o amor-próprio, o autorrespeito e a nossa essência são oferecidos e presenteados irracionalmente”.

A dependência está disfarçada no ‘amor romântico’. O que você vive hoje é amor ou dependência?

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