Ascom ALE Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Deputado Antonio Albuquerque

O deputado Antonio Albuquerque se desculpou publicamente, na sessão desta terça-feira (13), na Assembleia Legislativa, por ter dito, na semana passada, que o homem que incendiou uma viatura da SMTT no pátio do órgão, deveria ter tocado fogo em mais viaturas.  

“Eu não tenho compromisso com o erro. Acho natural que o cidadão, ao cometer qualquer erro, tenha a humildade para reconhecê-lo e se desculpar... Na sessão passada, fiz duras críticas ao exagero, ao abuso de autoridade que vem sendo praticado contra vários segmentos da sociedade... No momento de emoção mais forte, acho que exagerei e encaminho minhas desculpas ao parlamento, mas não retiro as críticas ao comportamento da SMTT na capital... É absurdo, agressivo, tornou-se indústria de multa”, frisou.

Albuquerque disse que a Superintendência vem sendo palco de várias irregularidades e imoralidades e garantiu que, “no momento certo”, irá discorrer sobre elas, na tribuna e, se necessário, nas instâncias judiciais.

“Não tenho compromisso com o erro, mas o cidadão que ateou fogo, se não tiver condições de pagar o advogado, me procure que eu pagarei”, reforçou, em outro ponto do pronunciamento.

Ainda sobre o polêmico discurso da semana passada, o parlamentar frisou que não se tratou de apologia ao crime, ao contrário do que chegou a ser dito por alguns segmentos da imprensa. “Não há crime mais hediondo que os praticados ‘em nome da lei’... Quando falei do abuso é porque não tenho medo dessas instituições”, completou, se referindo também a ações – consideradas exageradas pelo deputado - do Ministério Público durante a FPI do São Francisco.

A deputada Cibele Moura, que já havia criticado a fala do colega na ocasião, disse que não daria os parabéns a Albuquerque pelo pedido de desculpas, em razão de ele ter dito que pagaria o advogado do “bandido”.

Trato como bandido, porque quem comete crime é bandido... É muito triste defender bandido, não entrei nessa Casa para isso... Não quero nem defender as instituições, mas gostaria muito de defender os trabalhadores, o agente, o policial... O material humano das instituições... Quando a gente fala em incendiar carros está botando a segurança dessas pessoas em risco”, pontuou.

Cibele também cobrou que Albuquerque aponte nomes e traga para a Casa detalhes acerca das sérias denúncias feitas por ele em relação a SMTT.