Fotos: Vinícius Firmino/Ascom ALE Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Plenário da ALE

Com os votos contrários de Davi Maia, Marcos Barbosa, Cibele Moura e Silvio Camelo, os deputados aprovaram em primeira votação, na sessão desta terça-feira (13), o projeto de lei alterando o nome do estádio Rei Pelé, também conhecido como Trapichão, para Rainha Marta. De autoria do deputado Antonio Albuquerque (PTB), a proposta foi protocolada na Casa de Tavares Bastos logo no início da atual legislatura, em fevereiro deste ano. 

Na justificativa, embora reconheça a relevância de Pelé para o esporte mundial, Albuquerque cita que não existem laços entre o ex-jogador e Alagoas. Já a alagoana Marta, melhor jogadora de futebol da história, engrandece e eleva o nome do estado.

O parlamentar lembrou que o êxtase decorrente da conquista da Copa do Mundo pelo Brasil em 1970, ano da inauguração do estádio, provavelmente motivou a escolha do nome, “descuidando da absoluta ausência de laços entre homenageado e o estado, e o futebol alagoano”.

“Ambos (Pelé e Marta) têm importância nacional e mundial reconhecida, mas somente a jogadora tem a importância local por seus laços e sua identidade com o Estado, o povo e o futebol local.  

Em maio deste ano, Pelé foi questionado sobre o PL em entrevista ao jornal Folha de São Paulo e disse apoiar a mudança no nome do estádio. “A Marta é o Pelé de saias. Acho muito justa a homenagem. É uma pena que não poderei fazer uma tabelinha com ela na reinauguração”, afirmou.

Essa não é a primeira tentativa de rebatizar o estádio. Em novembro de 2008, o parlamento estadual aprovou um projeto de lei similiar, de autoria do então deputado Temóteo Correia, mas a matéria foi vetada pelo então governador Teotonio Vilela Filho (PSDB).

Descortesia

Durante a sessão, os deputados Galba Novaes, Davi Maia e Cibele Moura explicaram que, embora concordem que Marta merece todas as homenagens, acreditam que a mudança, além de deselegante com Pelé, é inconstitucional.