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"A Criada" (2016) é um suspense sul-coreano com altas doses de erotismo e perversão, que merece sua atenção. 
A trama nos apresenta um golpista tentando se apropriar da fortuna de uma herdeira nipônica, vítima do autoritarismo do tio. Para colocar em prática o plano de se casar e em seguida internar a esposa em um hospício, o malandro infiltra sua  comparsa como criada da jovem rica, mas as coisas acabam tomando outros rumos.

Dirigido por Park Chan-Wook, conhecido pela trilogia da vingança ("Lady Vingança", "Oldboy" e "Mr. Vingança"), "A Criada" é um thriller de mão cheia. O espectador é conduzido com inteligência pelo roteiro que subverte emoções e brinca com as perspectivas. Todas as reviravoltas são orgânicas, funcionando perfeitamente à serviço da história, que vai além do suspense e da sensualidade. Chan-Wook também abre espaço para contar o romance de duas mulheres em uma cultura machista e predominantemente heterossexual. Por isso as cenas mais ousadas, uma vez contextualizadas, ganham força e perdem o caráter fetichista, que por ventura poderiam incorrer.

O filme se divide em três atos perfeitamente orquestrados para expor e questionar nossas noções de submissão (real e imaginária) e controle. Dessa forma "A Criada" é como um belo rio de águas calmas, mas de profundidade atraente e perigosa.

9.0

*Disponível na Netflix