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     Na história da humanidade grandes líderes de diversos segmentos atingiram o auge da fama e sucesso, porém muitos deles ao longo da caminhada sentiram o amargo gosto da queda e do esquecimento. Na política tantos já viveram esta situação, e na política local várias situações podemos registrar.

     Nas eleições em Alagoas de 1986, o radialista Sabino Romariz atingiu o topo da popularidade. Através de um programa na TV, com um forte apelo popular credenciou-se para ser candidato a deputado estadual naquela eleição. Foi eleito com uma votação de 34.785 votos. Esta votação foi a maior de todas as registradas até aquele momento para a Casa de Tavares Bastos. Sua votação foi tão expressiva que ajudou a Coligação da Frente Popular a eleger os deputados João Neto (PSB), Manoel Lins Pinheiro (PDT) e José Augusto (PDT). Sabino, ao longo da sua trajetória, só aumentou o seu prestígio e popularidade  principalmente nas camadas mais simples da população. Nas eleições municipais de 1988 as pesquisas apontavam o deputado estadual Sabino Romariz em 1º lugar para prefeito de Maceió. O eleitorado mais desassistido pelo Poder Público, via em Romariz a esperança de que  seus anseios fossem contemplados, porém ele não soube traduzir as necessidades reais do seu eleitor. Quando todos imaginavam que ele fosse candidato a prefeito, o mesmo desistiu da candidatura, passando a ser o vice na chapa do deputado federal Renan Calheiros. Talvez esta decisão de Sabino tenha sido o maior equívoco de sua caminhada política. Nas eleições de 1990, foi candidato a reeleição e amargou uma humilhante votação de 3.478 votos.

     Nas eleições de 1994, o governo do Estado enfrentava uma grande crise política, administrativa e financeira. A maioria da população e principalmente os servidores públicos estaduais enxergavam no senador Divaldo Suruagy a única liderança política com a capacidade de equacionar todos os problemas até então vivenciados. Suruagy ao longo de sua trajetória tinha como marca registrada,  pagar rigorosamente em dia aos servidores, tendo sido eleito na eleição de 1994 para o governo do Estado com a votação de 495.646 votos (79,39%). Aquela consagração de Divaldo nas urnas fez aumentar ainda mais a esperança da população de que os grandes problemas do Estado seriam equacionados, principalmente no tocante aos atrasos dos salários dos servidores. Vale salientar que aquele momento não era igual ao de outrora quando ele foi gestor. Na época existiam as verbas a fundo perdido nas quais não se havia a exigência de justificativa da aplicabilidade das mesmas, entre elas, custeio, investimentos e pagamento de salários; tampouco existia a limitação prevista na Lei de Responsabilidade Fiscal. Sem encontrar a solução para equacionar os graves problemas do governo estadual, entre eles seis meses de salários atrasados, Suruagy renunciou ao mandato em 1º de novembro de 1997. Divaldo Suruagy na eleição de 1998 foi candidato a deputado federal obtendo uma votação inexpressiva de 14.220 votos, tendo sido o terceiro suplente na sua coligação.

     Nas eleições de 2008 em Maceió, Cícero Almeida atingiu o ápice do sucesso, tendo sido reeleito no primeiro turno, com uma votação consagradora de 319.831 votos (81%). Na eleição de 2018 veio o tombo de Almeida obtendo uma inexpressiva votação de 8.405 votos para deputado estadual, amargando uma humilhante derrota, ficando na oitava suplência de sua coligação. A ingratidão, a vaidade e ambição sem limites e a sua incapacidade de ouvir, determinaram a queda de Almeida.

     Célia Rocha foi vereadora e prefeita de Arapiraca  por três vezes, atingindo   o auge de sua carreira política nas eleições de 2010 quando foi eleita deputada federal com uma votação expressiva de 124.504 votos, vindo a ficar em segundo lugar das nove vagas disponíveis. Nos seus dois primeiros mandatos de prefeita, Célia emplacou uma gestão alicerçada na realização de grandes obras e na pontualidade no pagamento dos fornecedores e servidores públicos, tornando-a a principal liderança política da região do Agreste. Já na sua terceira gestão a população arapiraquense apostou que Célia iria dar continuidade ao grande trabalho de suas gestões anteriores, porém isto não aconteceu. Com imensas dificuldades financeiras deixou para o seu sucessor folhas atrasadas de servidores e um montante de restos a pagar de aproximadamente vinte milhões de reais. Na eleição de 2018 o prestígio e a liderança de Célia “foram por água abaixo” após obter uma votação inexpressiva de 16.962 votos, vindo a ficar na terceira suplência de sua coligação.

     Política é como o futebol... a bola pune!