Foto: Reprodução Internet Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Índice de excesso de peso e obesidade é crescente no país, diz pesquisa

Saladas, frutas e verduras ou pizzas, sanduíches e massas? Enquanto uma parcela dos brasileiros colocou em sua alimentação mais frutas e hortaliças e tem buscado se exercitar mais, outra parcela da população está ficando mais obesa. Há quem não consiga resistir e não viva sem os famosos fast foods. O índice de excesso de peso e obesidade no Brasil são crescentes e alarmantes. 

Conforme a Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), divulgada na quarta-feira (24), pelo Ministério da Saúde, a taxa de obesidade no país passou de 11,8% para 19,8%, entre 2006 e 2018.

O estudo, realizado entre os meses de fevereiro e dezembro de 2018, apontam que, houve alta do índice de obesidade em duas faixas etárias: pessoas com idade que variam de 25 a 34 anos e de 35 a 44 anos. Nesses grupos, o indicador subiu, respectivamente, 84,2% e 81,1% ante 67,8% de aumento na população em geral.

De acordo com a nutricionista Thainá Barbosa, a obesidade é comum em todas as faixas etárias, podendo ser identificada por meio de uma avaliação nutricional, que deve ser feita por um profissional nutricionista ou médico. 

Durante a avaliação, ainda conforme a nutricionista, alguns fatores são analisados, como peso e altura, que são utilizados para calcular o Índice de Massa Corpórea (IMC).

Além disso, dados como a composição corporal também são computados, caracterizando como obeso aquele indivíduo que tem o IMC igual ou superior a 30. 

Questionada sobre os primeiros sinais da obesidade, Thainá informou que medidas elevadas da circunferência da cintura e/ou abdômen são alguns dos principais indícios da obesidade, podendo variar os pontos de corte de acordo com o sexo do paciente.

 Ao falar sobre a associação da obesidade com alguma doença ou transtorno, a nutricionista explicou que existe um fator de risco para várias doenças, devido à obesidade, como doenças cardiovasculares, hipertensão e diabetes tipo II. Além disso, alterações do metabolismo lipídico (colesterol total, triglicerídeos, LDL e HDL) e resistência à insulina também são comuns nesses casos, podendo ser diagnosticados por meio de exames de sangue.

Diversos fatores podem desencadear a obesidade, segundo Thainá, como a alimentação inadequada e o sedentarismo, que podem ser considerados os principais fatores para desencadear a obesidade. Porém, os fatores genéticos também podem influenciar.

Entretanto, existem maneiras para que o paciente reverta esse quadro. Um exemplo é alinhar um estilo de vida saudável junto à prática de exercícios físicos de forma regular. “A reeducação alimentar com o auxílio de um profissional da área também é importante, pois trabalha a quantidade e qualidade da alimentação, além de garantir que o paciente se mantenha com o peso adequado após a dieta”, disse Thainá.

Além disso, evitar alguns alimentos e práticas podem ser fundamentais para não desencadear esse distúrbio. São eles: alimentos ricos em gordura e açúcar, industrializados, ultraprocessados e fast-foods são alguns fatores alimentares identificados com maior frequência nesses casos.

Porém, conforme a nutricionista, é importante salientar que “nenhum alimento de forma isolada é capaz de desencadear esse distúrbio”, finalizou.

Mudança de hábitos

A pesquisa também constatou que os brasileiros têm seguido uma linha de hábitos mais saudável. O consumo regular de frutas e hortaliças, por exemplo, passou de 20% para 23,1%, entre 2008 e 2018, uma variação de 15,5%.

A recomendação é da ingestão de, no mínimo, cinco porções diárias desses alimentos, cinco vezes por semana, segundo parâmetros da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Com base nessa referência, a Vigitel considera que as mulheres têm se alimentado melhor, já que 27,2% delas mantêm o consumo recomendado. Entre homens, a taxa é de 18,4% e, entre brasileiros, de 23,1%.

* Estagiárias sob supervisão da editoria com Agências