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A Prefeitura Municipal de Rio Largo continua mantendo o trabalho de resgate da dignidade daqueles que mais precisam. Diante das dificuldades enfrentadas atualmente pelos trabalhadores da Usina Utinga Leão, que estão sem receber seus salários integrais há cerca de quatro meses, a Secretaria Municipal de Assistência Social realizou um levantamento com as famílias e, nesta sexta-feira, 19, iniciou a entrega do benefício eventual de cestas básicas.


Segundo a secretária Municipal de Assistência Social, Arabela Mendonça, neste primeiro momento foram entregues 215 cestas básicas, mas que a perspectiva é o retorne da equipe para sejam feitas novas entregas. A prioridade é atender as famílias identificada no mapeamento feito pela secretaria, com aqueles que têm dificuldade e uma vulnerabilidade social maior. 


“É um direito do trabalhador que está sendo violado e a prefeitura não poderia ficar omissa de forma alguma. Estamos cumprindo uma decisão da prefeitura de atender essa demanda Tivemos o cuidado de não simplesmente entregar a cesta e sim cumprir o que rege a legislação sobre a entrega do benefício eventual, seguindo os critérios e fazendo a identificação das famílias. Após o mapeamento, foram identificadas um total de 320 famílias dos trabalhadores da usina, tanto as que moram na Utinga como as que apenas trabalham na usina. Essas famílias foram identificadas pelas equipes dos CRAS Tabuleiro, Centro e Mata do Rolo. Todas que comprovarem que têm trabalhador da usina serão atendidas com o benefício eventual da cesta básica”, explicou a secretária.


Ainda de acordo com a secretária, o atendimento a essas famílias não será apenas com a entrega de cesta básica, mas o levantamento vai identificar as que serão os inseridas no bolsa família municipal e quem está precisando do auxílio moradia, ou seja, serão disponibilizados todos os benefícios eventuais. 


Maria Cícera da Silva tem seu filho que trabalha na Usina Utinga Leão e contou que a sorte é que, além do salário do filho, contam com a aposentadoria de seu esposo. Mas informou que a usina está com os salários atrasados por cerca de quatro meses e quando cumprem com o pagamento o desconto é exorbitante. “Ele recebe salário mínimo, mas a usina paga apenas 25% desse valor. Essa ação da prefeitura é que vai nos ajudar a não passar necessidade. Só tenho a agradecer essa sensibilidade”.


Já Marcos da Silva tem quatro anos na usina e também está com salário atrasado, informando que raramente ver dinheiro na conta. “Minha situação é muito difícil porque tenho dois filhos que precisam da minha ajuda financeira. Está muito difícil. Graças a Deus que a prefeitura de Rio Largo está doando essas cestas básicas para nos ajudar”, agradeceu o trabalhador.