Foto: Carla Cleto Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Marcos Ramalho, médico e supervisor do Samu

A saúde em Alagoas ainda possui alguns problemas que estão presentes há anos. Um deles é a superlotação no Hospital Geral do Estado (HGE). Porém, para o supervisor do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), Marcos Ramalho, Alagoas tem dado um passo na saúde depois de 40 anos. Em entrevista ao Cada Minuto, Ramalho também falou sobre 100% da cobertura do Samu no estado e sobre os desafios à frente da pasta.

O médico Marcos Ramalho disse que no estado, por muitos anos, só havia atendimento para a população no Hospital Geral do Estado (HGE). “Isso dificultava muito tanto para os usuários como para os profissionais que trabalham lá. Imagina você ter um banheiro em casa e para o uso da sua família ele dá bem. Mas se você vai fazer uma festa e aumenta essa demanda, o banheiro já não vai está tão bem. A mesma coisa é o HGE”, explicou o supervisor.

Segundo ele, mesmo tendo 100% de cobertura no estado, a demanda do Samu é grande já que 92% da população é usuária do SUS e isso acaba sobrecarregando o hospital. Porém, ele acredita que com a construção de novos hospitais essa situação será minimizada.

“Alagoas tem dado um passo depois de 40 anos. Antigamente fazia um "puxadinho". ‘Vamos criar mais um espaço aqui’, mas construção de novos hospitais, nenhum. E a gente está com uma esperança muito boa e acreditando que vai melhorar a assistência com a criação do Hospital da Mulher, a criação do Hospital Metropolitano, dos hospitais regionais e principalmente do fortalecimento da atenção básica”, comentou Ramalho.

Ramalho reforçou que a maioria dos problemas do HGE poderiam ser resolvidos na atenção básica. “Hipertensão, diabetes, o AVC, infarto, eles tem 90% da sua resolutividade na atenção básica. Então a gente precisa olhar para a atenção básica com um olhar diferenciado para que a gente possa prevenir as doenças e minimizar a superlotação dos hospitais”.

Samu com 100% de cobertura

Um serviço oferecido no estado tem mostrado que Alagoas avançou no atendimento. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) tem 100% de cobertura no estado. 

“Entre uma unidade e outra, a distância é de 30km, e isso corresponde a 100% da nossa cobertura. E além disso, a gente é um dos poucos estados, o único no Nordeste, que tem disponível um helicóptero exclusivo para o SAMU, para os atendimentos. Isso garante agilidade, rapidez no atendimento nos lugares mais distantes. Então a gente consegue atender bem a população”, garantiu o supervisor.

Desafios da atual gestão e projetos para avanço

O supervisor do Samu afirmou que ele escolheu dois pontos como marca da gestão. Um deles é melhorar qualidade da assistência, e outro é melhorar as condições de trabalho. 

“Então isso a gente vem conseguindo fazer. A gente adquiriu agora mais sete motos que vão ser entregues no próximo mês. A gente também vem investindo nas condições de trabalho dos servidores que eu acho que isso repercute na qualidade do serviço que é prestado”, enfatizou.

Conforme explicou, um dos projetos é reduzir o tempo resposta. “Estamos em fase de conclusão. E isso repercute também na qualidade do serviço e expandindo as ações nas comunidades e no interior do Estado. Estamos levando o SAMU nas Escolas no interior do estado. Era uma demanda, uma aflição nossa que ao divulgar o projeto do SAMU nas escolas aqui em Maceió, o pessoal do interior entrava em contato e a gente não tinha como atender”.

Mas, ele garantiu que estão se organizando para essa assistência. “O Samu tem um propósito que é resgatar e salvar vidas. E quanto.mais a gente investir, melhorar a qualidade de assistência, esse deve ser o nosso foco”, finalizou.