Agência Câmara Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Deputado Arthur Lira

Nos bastidores de Brasília, são muitas as opiniões sobre uma possível aproximação entre o governo federal e o deputado Arthur Lira (PP). Visto como um dos homens fortes do chamado Centrão, Arthur Lira pode ganhar espaço dentro do governo do presidente Jair Messias Bolsonaro (PSL). As conversas – segundo informações de fontes – se dão junto à Casa Civil.

Na própria direita há quem repudie essa aproximação e veja isso como a abertura para as velhas práticas do “toma lá da cá” para fazer acelerar a agenda de propostas de Bolsonaro dentro do Congresso Nacional. Afinal, a turma do Centrão – que é quem pode definir votações, diante do fato da oposição e da situação não terem votos suficientes sozinhas – é uma preocupação quando os assuntos são as matérias que necessitam de votação qualificada.

A Reforma da Previdência não é a única. O governo ainda tem a Reforma Tributária pela frente, além de outros projetos. Agora, por exemplo, para acelerar a questão previdenciária e não ter um novo embate na Câmara dos Deputados, o Executivo trabalha para que no Senado – após a votação em segundo turno na Câmara – a proposta seja aprovada sem alterações.

A questão dos estados e municípios – que ficaram de fora da reforma – deve ser tratada em uma PEC paralela.

Com a abertura para negociações, caso as informações de bastidores de fato se concretizem, o governo federal busca uma vida mais fácil nas articulações com os deputados federais. O fato é que Bolsonaro lida com uma turma que ele conhece bem, pelo tempo de Casa que teve, e sabe que, nesse momento, há sim quem o queiram deixar refém na cadeira presidencial. É o famoso dito: vender dificuldades para comprar facilidades.

As possíveis nomeações vindouras já são tratadas na imprensa e envolve alguns partidos. Será difícil para o governo federal manter algumas narrativas…

O grupo informal que estreita as conversas com o governo é formado por nomes do Democratas, PP, PSD, PL, PTB, PRB, PROS, Podemos e Solidariedade. Eles buscam empresas federais no segundo e terceiro escalão. Há quem diga – nos bastidores – que tal processo tem como consequência fragilizar o deputado federal e presidente da Câmara, Rodrigo Maia (Democratas).