Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true

Na semana passada, entrevistei o deputado estadual Davi Maia (Democratas). Conversamos sobre sua atuação na Assembleia Legislativa, a posição assumida em relação ao governo estadual, já que é um dos ferrenhos críticos do governador Renan Filho (MDB). Maia defendeu a aglutinação da oposição em uma única frente para disputar a Prefeitura Municipal de Maceió.

Para Maia, o MDB deve unir diversos partidos na disputa pela capital alagoana. Dentro dessa conjuntura, ele avalia que a oposição encontra-se dispersa atualmente. O deputado estadual defende que nomes como o de Rui Palmeira (PSDB) – o atual prefeito – e o senador Rodrigo Cunha (PSDB) assumam um papel de protagonismo.

Com isso, coloca dentro da mesma frente nomes como o deputado federal João Henrique Caldas, o JHC (PSB), o ex-deptuado federal Ronaldo Lessa (PDT) e até podendo abrir espaços para diálogos com o PSL, que conta hoje com o também deputado estadual Cabo Bebeto (PSL).

“Minha posição é de oposição. Eu fui eleito fazendo uma campanha de oposição. Mesmo quando o governo do Estado se apresentou numa campanha eleitoral hegemônica e sem adversário, eu pontuei que não acredito na forma dele (o governador Renan Filho) o governar. Eu acho que é bastante autoritária, autocrática”, frisou.

Para Maia, o governo tem apenas um ponto positivo: a Segurança Pública. “Agora, o governo abriu mão de tudo aquilo que geraria política de emprego e renda no Estado. Você não vê o Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza (Fecoep) investindo em novas possibilidades de geração de emprego e renda na base da pirâmide. Não há política voltada para o Canal do Sertão, que é uma obra que já teve um investimento de mais de R$ 3 bilhões. Se você pegar qualquer empresa, qualquer indústria que tem esse investimento, era para estar gerando milhares de emprego. O Canal do Sertão não gera porque o governo não tem um olhar. Tanto o agronegócio quanto a agricultura familiar – em Alagoas – está esquecida por esse governo. É um governo midiático. Só faz ações que gerem likes e curtidas no instagram e no Facebook”, critica.

Sobre a oposição, ressalta que Rui Palmeira deve convidar Ronaldo Lessa para dentro da administração municipal. “Acho sim que o prefeito Rui Palmeira deveria convidá-lo para fazer parte dessa frente, pois a frente de oposição de Alagoas está dispersa, apesar de ser importante. Que seja uma frente que tenha Rui, que tenha o senador Rodrigo Cunha (PSDB), que tenha o deputado federal João Henrique Caldas, o JHC (PSB), que tenha Lessa, o deputado estadual Bruno Toledo (PROS). O próprio PSL do deputado Cabo Bebeto. O que nos torna fraco é a dispersão da oposição, que é o que aconteceu na eleição e não tivemos um candidato que não conseguiu competir com o governador. Nós somos fracos por isso. Eu sempre defendi que o Rui levantasse sua liderança como político mais importante da oposição e reunisse todo mundo. Esse peso pode ser divido com Rodrigo Cunha, por exemplo. Eu defendo que alguém se levante e usa a oposição”, analisa.

O que Maia deseja, é algo difícil de ocorrer em função das posições ideológicas e outras questões envolvendo tanto as legendas quanto alguns destes políticos. JHC e Rui Palmeira – por exemplo – não se bicam. Do outro lado, o PSL quer montar um palanque próprio em Maceió que pode ter como candidato ou Bebeto ou dirigente da legenda, Flávio Moreno. Dentro da Prefeitura, o PP já briga para disputar a majoritária, com nomes como o vice-prefeito Marcelo Palmeira ou o deputado estadual Davi Davino. É difícil existir uma oposição sólida em Alagoas porque elas são oposições em diversas frentes.

Estou no twitter: @luisvilar_