Foto: Cada Minuto Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true O secretário de Segurança Pública do Estado, coronel Lima Júnior.

A Segurança Pública em Alagoas tomou outros rumos a partir dos investimentos feitos pelo governo para reduzir os índices de criminalidade. Em entrevista ao CadaMinuto, o secretário de Segurança Pública do Estado, coronel Lima Júnior destacou os avanços alcançados, assim como outras medidas que contribuiriam mais nessa diminuição. Confira

Como os investimentos feitos na segurança pública contribuíram para redução tão significativa da violência em Alagoas?

 A segurança Pública, no governo Renan Filho, tem recebido investimentos que nunca havia acontecido na área de segurança. Consequentemente, se você tem uma estrutura melhor de trabalho, seja ela com melhores equipamentos, melhores armamentos, melhores viaturas, melhores instalações físicas, a exemplo dos Centros Integrados de Segurança Pública, o IML, a delegacia de Narcótico e delegacia de homicídios da capital, reforma das delegacias e construção de batalhões, você eleva, sem dúvida nenhuma a autoestima de quem trabalha na segurança. Esses investimentos proporcionam a todos que fazem a segurança pública a fazer um trabalho de qualidade e refletem redução dos números da nossa cidade.

Como o programa Ronda no Bairro tem contribuído com a redução de crimes de menor potencial nas áreas de atuação?

O programa Ronda no Bairro é uma das políticas pública na área de segurança, contemplando as regiões que atua uma saturação diária, momento de ostensividade e evidentemente um momento de operações policiais de abordagens e isso inibe a ação daqueles que ainda insiste em lesar a sociedade alagoana. Então a Ronda no Bairro, a Força Tarefa e os Centros Integrados são políticas de públicas que uma somando a outra traz, sem dúvida nenhuma, esse fortalecimento de combate ao crime, reduzindo à violência.

Como o secretário avalia o pacote anticrime proposto pelo ministro Sérgio Moro?

O pacote anticrime tem que ser trabalhado e aprovado, pois não podemos conceber que a sensação de impunidade ela prevaleça na sociedade brasileira. Nós temos um grande problema que estimula a violência que é a impunidade. É por isso que Alagoas reduz violência, principalmente no tocando aos homicídios, já que priorizamos as prisões do homicida. O que precisa ser feito? Mudança na legislação, que tem que avançar ainda para que a sensação daquele que pratica um crime seja de que o crime não compensa, com o efeito pedagógico. A lei existe para regular comportamentos e para por limites. Eu não posso conceber, no tempo de hoje, é que uma pessoa que pratique um roubo ou furto pela manhã e preso em flagrante, seja liberado em audiência de custodia. Então, a audiência de custodia é necessária, mas precisa ser reavaliada para que não haja a liberdade daqueles que lesam o trabalhador e sociedade do bem.

O senhor acredita que a reincidência de crimes está ligada de maneira direta com as “brechas” do Código de Processo Penal?

É questão da legislação. A reincidência é uma questão delicada de se falar, pois não é somente a brecha na legislação ou a fragilidade, mas também da reestruturação de todo o sistema prisional, que em Alagoas dá exemplo. Nós tivemos um sistema prisional que era um caos e hoje é referência para o Brasil, já que temos um presídio onde o Ministério da Justiça reconhece como melhor presídio do país, isso realmente é muito significativo. Nós sabemos que o sistema prisional é um grande parceiro para redução da violência, se você tem um sistema prisional estabilizado, um sistema equilibrado dentro da legislação, isso reflete positivamente na redução da violência.

A integração entre as policias fortalece essa redução de crimes no estado?

Para reduzir violência não é somente com uma ação, mas são vários fatores que reduzem a violência e nós temos dentro dela a integração. Hoje a Polícia Civil e a Polícia Militar trabalham de forma integrada, as operações são conjuntas, temos a integração com a Polícia Federal, com a Polícia Rodoviária Federal, com um grande apoio do Poder Judiciário e do Ministério Público Estadual. Nós temos uma grande parceria com a sociedade alagoana, onde contribui demais através do disque-denúncia 181. Temos grandes frentes que se uniram no combate à violência aqui no estado. Então, essa integração vai muito além da Polícia Militar e Civil e dos órgãos de segurança pública. Nós temos uma perícia extremamente motivada pelos avanços tecnológicos que tiveram em sua estrutura como laboratório de DNA, acabamos de adquirir um equipamento que traz em 15 a 20 minutos o resultado do exame residuográfico e vai identificar, por exemplo, se aquela pessoa fez ou não uso de arma de fogo. São fortalecimentos para perícia, que fortalece uma investigação e reflete numa maior permanência do custodiado. Nós temos um Bombeiro muito forte e integrado fazendo parte na Ronda no Bairro, ajudando com sua especialização. Tudo isso é muito pensado e planejado, apoiado pelo governador, pois são ações que têm um custo bastante elevado, mas que pelo compromisso que o governador tem, ele tem mantido pelo bem da população alagoana.

Como o senhor avalia os investimentos e decretos do governo federal para a área de segurança pública?

Aqui em Alagoas nós temos um grande avanço que é o rádio digital e nós vamos ser o primeiro estado com comunicação com cobertura digital em segurança. Para população entender, a nossa comunicação era copiada por todo mundo, o que possibilitava o lado criminoso a copiar as informações. Hoje com rádio digital, a comunicação segura impede um monitoramento externo, além de possibilitar a quem estar em Delmiro Gouveia falar pelo canal de rádio para quem estar em Maragogi, eu estando aqui na secretaria posso dar um alerta a todas as forças policiais de um único terminal. Então foi um avanço tecnológico muito grande, com um investimento de mais de R$ 20 milhões, que foi feito em nosso estado. Evidentemente que precisamos avançar muito, mas foi criado, recentemente, o sistema único de segurança pública e que contempla o Fundo Nacional de Segurança Pública, mas é preciso  ter consciência é que o valor passado aos estados é muito pequeno, mas os secretários e o ministro Sérgio Moro estão trabalhando firme para que se aumente esse valor para algo significativo para o Estado. Alagoas hoje no sistema iria ser contemplado pelo Fundo Nacional por pouco menos de R$ 7 milhões e isso realmente não gera nenhum impacto no nosso investimento, onde somente para construir um Centro Integrado custa mais de R$ 8 milhões.

O presidente Jair Bolsonaro acredita que o porte legal de armas possa reduzir os índices de criminalidade no país, o senhor também acredita que isso possa acontecer?

Eu acredito que não pode vetar ao brasileiro do bem o direito de se defender. O Brasil é um país com dimensão continental e nós temos várias realidades, como, por exemplo, a realidade de Alagoas não é a mesma do Pará. Agora o que não pode permitir é o extremo. Todo extremo é perigoso! Agora o porte arma para o brasileiro do bem tem que ser dado, porém com uma análise rigorosa e que não seja o extremo. Liberar o armamento para todo mundo e qualquer tipo. Isso não concebe no primeiro decreto você liberar fuzil, não existe. Fuzil tem que está na mão polícia e se ele estiver na mão do bandido, que seja preso e se reagir que tombe em operação policial. Fuzil é uma arma de guerra e não podemos banalizar isso no meio do povo brasileiro. Agora, pode sim ter arma de uso permitido que dê ao cidadão o direito de escolher de se defender ou defender  sua família dentro de sua casa, eu não vejo nada que vá aumentar ou não a violência.

 

*Estagiário