Reprodução TV Pajuçara/Arquivo Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Prisão de funcionária da Pata Voluntária

O bloqueio das contas bancárias da ONG Pata Voluntária foi determinado nesta sexta-feira (12), pelo juiz Rodolfo Osório Gatto Herrmann, da 6ª Vara Criminal de Maceió, em atendimento ao pedido feito pela Polícia Civil, que apura o envolvimento de responsáveis  pela ONG no crime de estelionato.

Para o juiz, o bloqueio das contas utilizadas pela ONG é de interesse público, levando-se em conta que o suposto estelionato teria vitimado inúmeras pessoas.

“Tal medida se mostra necessária a fim de salvaguardar os valores arrecadados em prol da ONG Pata Voluntária, evitando o esvaziamento do dinheiro adquirido, em tese, por meio da prática de crime de estelionato”, afirmou o magistrado, na decisão.

Segundo as investigações policiais, a presidente e outras duas integrantes da ONG registraram a ocorrência de um roubo, seguido de agressão física, ocorrido na sede da instituição, em Jaraguá. No entanto, após o início da campanha, a Polícia Civil descobriu que o roubo não ocorreu.

Ainda conforme a polícia, as suspeitas disseram que inventaram e divulgaram o crime para arrecadarem mais rapidamente dinheiro para a construção de um hospital.

Foram presas a presidente da ONG, Amropali Pedrosa Mondal, e mais duas voluntárias, Nayane Perícia Silva Barros e Maria Gisele do Nascimento Oliveira. Elas são também acusadas de falsa comunicação de crime e organização criminosa.

Em junho passado, a ONG Pata Voluntária criou uma conta para arrecadar fundos no site vakinha.com.br. Segundo a publicação feita na época, o objetivo era quitar supostas dívidas do abrigo. Ao final do prazo de doação, o abrigo conseguiu arrecadar R$ 77.682,83, tendo como objetivo arrecadar R$ 70 mil.

Desta vez, elas conseguiram arrecadar mais de R$ 300 mil.

Amropali foi solta no começo da noite de ontem (11), depois que a Justiça aceitou o pedido de habeas corpus feito pela defesa.

*Com Dicom TJ/AL