Foto: Cada Minuto / Arquivo Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Flávio Moreno

Nos bastidores da política alagoana se comenta a possibilidade do PSL – que hoje é liderado pelo ex-candidato ao Senado Federal, Flávio Moreno – mudar de comando no Estado. Entre os nomes apontados como um possível futuro “líder” da legenda está o deputado federal Sérgio Toledo (PL). Outros políticos também já foram citados, como o deputado federal João Henrique Caldas, o JHC (PSB).

Moreno – em entrevista ao blog – nega que existam essas discussões. Ele classifica as especulações como “fake news”, adotando um termo que é recorrente no discurso do presidente Jair Messias Bolsonaro (PSL), ao falar da mídia nacional.

Conversei com Flávio Moreno, na manhã de hoje, 10, por telefone e o indaguei sobre possíveis alterações no comando da legenda, já que o nome de Moreno é posto como pré-candidato à Prefeitura de Maceió no ano de 2020.

Ele destaca: “Existem muitas fake news nos meios de comunicação por aí. Para um parlamentar mudar de partido, ele corre o risco de perder o mandato. Há essa possibilidade. Eu estive com a direção do PSL e não existe essa possibilidade. Há muitas fake news. Se eu for ficar parando para responder a cada fake news que é lançada na mídia...”.

Moreno diz que o que existe nesse momento é a busca por diálogos que possam se consolidar – em um futuro próximo – em “formação de blocos” para disputas eleitorais tanto na capital quanto no interior do Estado. “Essas conversas são naturais e a gente já vem construindo em alguns municípios com partidos que sustentam o governo de Jair Bolsonaro no Congresso Nacional. Há uma lista com quais agremiações a gente pode ter composição para o fortalecimento do PSL. Mas, isso só vai ser decidido perto das convenções. Por enquanto, são situações de conversas normais que incluem partidos como PSDB, PTB, PL e com outras legendas. São partidos que estão votando com o governo, com é possível observar agora nessa questão da Reforma da Previdência. São partidos com os quais a gente pode ter composição”.

O dirigente partidário ressalta que são “50 municípios com diretórios”. Em sua visão, isso forma uma base sólida para quem em 2020, “o partido possa eleger prefeitos, vice e vereadores dentro da possibilidade”. Para ele, é preciso fortalecer visando o ano de 2022, quando há as eleições estaduais. “Agora, o partido cresceu nacionalmente. A bancada federal é grande. O PSL virou a menina dos olhos de muita gente. Virou uma cobiça em todos os Estados, mas a consolidação (em Alagoas) está feita”.

“Eu estive com o deputado federal Eduardo Bolsonaro e estamos afinados. Estamos trabalhando para o fortalecimento do partido. Temos o apoio porque foi uma construção conjunta no partido. Foi um ano dentro do partido. Em Alagoas, nos demos a maior votação para o Bolsonaro em termos percentual. A maior votação dentre os Estados do Nordeste e na capital. Isso foi um trabalho das forças que apoiaram Bolsonaro, o que inclui o PSL”, pontuou.

Moreno avalia ainda que o momento é de buscar a “coesão interna” e de “trabalho com princípios para manter o alinhamento com o governo federal e conseguir projetos para Alagoas e Maceió”. “Estamos fazendo esse trabalho de interlocução, oficiando o governo, falando com o presidente e ministérios para conseguir recursos. Nós estamos contribuindo com isso. Estamos trabalhando e fazendo essa articulação política também, enquanto presidente do PSL. Estamos fortalecidos e estaremos mais ainda para 2020 na capital e interior”, finalizou.

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