Foto: Ascom MPE/ AL Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Centenas de Iphones foram apreendidos.

Quatorze pessoas foram presas durante a Operação Fruto Proibido, deflagrada nesta terça-feira (9). Os suspeitos faziam parte de uma quadrilha especializada na comercialização clandestina de aparelhos Iphones. Entre os presos, um foi detido no estado de São Paulo e outro em Goiás. Quatro suspeitos ainda não foram localizados.

De acordo com o Ministério Público, a quadrilha causou um prejuízo de mais de R$ 10 milhões aos cofres públicos, devido à sonegação de impostos e da emissão das notas fiscais ilegais dos produtos apreendidos.

Centenas de celulares Iphone e Xiaomi foram apreendidos. Caixas de sons portáteis, skate elétricos e relógios da marca Apple também foram encontrados pelos agentes.

Ainda segundo o MPE/AL, quatro suspeitos ainda não foram localizados e são considerados foragidos. A Operação Fruto Proibido ocorreu após investigações e em cumprimento a 18 mandados de prisão e 32 de busca e apreensão, expedidos pela 17ª Vara Criminal da Capital.

Toda a mercadoria apreendida ficará sob a custódia da Secretaria da Fazenda (Sefaz). Já os celulares, notebooks e equipamentos dos suspeitos, apreendidos na operação, serão encaminhados à Perícia Oficial. A documentação recolhida será levada para a sede do Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal (Gaesf) para subsidiar a continuação das investigações.

Em Alagoas, haviam mandados de prisão contra Francisco Olímpio da Rocha, Hugo Acioly de Melo, Pablo Dantas de Queiroz, Rodolfo Vilela Nunes, Flávio Sarmento de Morais, Rosivânia Martins da Silva, José Dênis de Melo Bastos, Ana Paula da Rocha Dantas, Paulo Sérgio de Queiroz Silva, Taynnara Lucena Gama, Amerison Souza da Silva Júnior, Eduardo Jorge Simões Pitta Júnior, Daiane Martins da Silva, Igor Acioly de Melo, Eduardo André Ferreira e Maria Clara Barros de Melo. Já em São Paulo foi preso João Rogério Alves de Melo e, em Goiás, Pablo Henrique Costa.

Não foram divulgados os nomes dos presos, nem das quatro pessoas consideradas foragidas.

De acordo com o Gaesf, as investigações começaram há cerca de um ano. A quadrilha se dividia entre tarefas de aquisição irregular dos aparelhos, venda por meio da rede social Instagram sem a devida autorização da fornecedora Apple, armazenamento clandestino dos celulares, venda desses equipamentos sem nota fiscal, liberação ilícita de mercadoria quando esta era apreendida e lavagem do dinheiro oriundo desse comércio criminoso.

Numa das atividades ilegais do bando, uma carga de mais de 500 aparelhos foi trazida para Maceió, em maio de 2018, com notas fiscais relativas a outros tipos de produtos, a maioria, acessórios para telefone. Todo o material chegou em voo doméstico e, ao desembarcar em Alagoas, foi recolhido pelos fiscais responsáveis.

Já em fevereiro deste ano, uma nova apreensão foi realizada, desta vez, de uma carga de 230 Iphones. Eles estavam escondidos dentro de veículo conduzido pelo investigado Francisco Olímpio da Rocha.

“Nas duas ocasiões, os aparelhos destinavam-se à venda aqui na capital, onde seriam colocados no mercado irregularmente e, claro, numa transação que não emitia notas fiscais e, por consequência, que não fazia o recolhimento de impostos aos cofres estaduais”, explicou o promotor de justiça Cyro Blatter, coordenador do Gaesf.

O nome da operação, Fruto Proibido, faz alusão a fruta que é o símbolo da Apple: a maçã. Já a palavra “proibido” remete ao fato de a organização criminosa vender os aparelhos sem nota fiscal, ou seja, de forma ilegal, deixando de recolher os devidos impostos ao estado de Alagoas.

 

*Estagiária sob supervisão da editoria