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Era através das redes sociais que as empresas envolvidas no esquema de venda clandestina de iphone em Maceió conquistavam seus clientes com preços diferenciados. Mais de 18 pessoas são apontadas pelo Ministério Público Estadual (MPE/AL) como integrantes de uma organização criminosa acusada de Sonegação Fiscal e aos Crimes Contra a Ordem Tributária.

Duas lojas, uma localizada no bairro da Ponta Verde e outra na antiga Avenida Amélia Rosa, eram frequentadas por clientes que buscavam não somente novos aparelhos, como manutenção das peças. As investigações apontaram que o grupo sempre coloca os aparelhos em valores de promoção e preços variados, mas sem abaixo do valor de mercado. 

Alguns clientes informaram que as negociações dos aparelhos ocorriam abertamente pelas redes sociais, assim como a informação de que os aparelhos celulares não possuíam nota fiscal.

De acordo com o MP, esse grupo se dividia em tarefas de aquisição irregular dos aparelhos, venda por meio da rede social Instagram sem a devida autorização da fornecedora Apple, armazenamento clandestino dos celulares, venda desses equipamentos sem nota fiscal, liberação ilícita de mercadoria quando esta era apreendida e lavagem do dinheiro oriundo desse comércio criminoso.

 
 

 

Numa das atividades ilegais do bando, uma carga de mais de 500 aparelhos foi trazida para Maceió, em maio de 2018, com notas fiscais relativas a outros tipos de produtos, a maioria, acessórios para telefone. Todo o material chegou em voo doméstico e, ao desembarcar em Alagoas, foi recolhido pelos fiscais responsáveis.

Foram presos na operação: Francisco Olímpio da Rocha, Hugo Acioly de Melo, Pablo Dantas de Queiroz, Rodolfo Vilela Nunes, Flávio Sarmento de Morais, Rosivânia Martins da Silva, José Dênis de Melo Bastos, Ana Paula da Rocha Dantas, Paulo Sérgio de Queiroz Silva, Taynnara Lucena Gama, Amerison Souza da Silva Júnior, Eduardo Jorge Simões Pitta Júnior, Daiane Martins da Silva, Igor Acioly de Melo, Eduardo André Ferreira e Maria Clara Barros de Melo.