Ascom Sesau Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Cartão de vacinação

A vacina tríplice viral é a principal arma contra a caxumba, doença contagiosa conhecida popularmente como papeira. Caracterizada pelo aumento das glândulas salivares próximas aos ouvidos, a enfermidade faz o rosto inchar e pode provocar sequelas graves, como esterilidade, surdez e, em casos raros, o óbito.

De acordo com a assessora do Programa Nacional de Imunização (PNI) em Alagoas, Claudeane Nascimento, a infecção é causada por um vírus da família dos Paramyxovirus. O vírus, ainda segundo a assessora, é transmitido pelo ar com o contato por pessoas infectadas e considerado altamente contagiosa.

“A vacina tríplice viral, além de ser a principal arma contra a caxumba, previne também sobre sarampo e rubéola”, explica a assessora do PNI, lembrando que, para a imunização nos postos do SUS, são necessárias duas doses. “A primeira com um ano de idade e a segunda quando a criança tiver entre um ano e três meses a dois anos”.

Já as pessoas entre 20 a 49 anos que ainda não tenham sido vacinadas, devem tomar uma dose. A vacina é contraindicada apenas para gestantes, pessoas que estão realizando quimioterapia e transplantados de medula óssea que realizaram o procedimento há menos de dois anos.

O diagnóstico da caxumba é feito de forma clínica, sem necessidade de exames laboratoriais, nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) da Atenção Primária e nos postos do Programa Saúde da Família (PSF).

“O tratamento ocorre amenizando os sintomas, pois não existe uma droga específica para o problema. Apesar da evolução para quadros mais severos da doença ser raro, é importante que todas as pessoas sejam imunizadas e procurem atendimento médico assim que os primeiros sintomas forem observados”, reforçou Claudeane Nascimento.