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Ela se matou em um dia qualquer do mês de julho. O mês mal começou e ela já deu por terminada um vida inteira.
Ela era psicóloga e cuidava da cabeças das muitas gentes, mas, chegou um tempo que descuidou da própria cabeça.
Andava macambúzia, triste e com uma depressão profunda. No consultório  conseguia apontar caminhos alheios, mas, na vida real se percebia numa bifurcação, em um longo labirinto em que não encontrava saída.
Ela era psicóloga e estudou para cuidar da sanidade do mundo d'outros, mas, internamente, o mundo enlouqueceu em um emaranhando de teias.
Ela era psicóloga, tinha 32 anos e se matou.
Quem cuida da cuidadora?
Precisamos falar sobre suicídio no ambiente de trabalho.