Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true

Com ações voltadas para o combate, prevenção e diagnóstico precoce das hepatites virais, a Gerência de IST/Aids e Hepatites Virais da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) promoveu, na manhã desta quarta-feira (3), uma oficina voltada para os profissionais que atuam nas unidades e nos serviços de referência para o tratamento da doença. O treinamento ocorreu na sede da Diretoria de Vigilância em Saúde (DVS), em Jaraguá, e teve o objetivo de qualificar a assistência a esses pacientes, além de sensibilizar os profissionais para um olhar diferenciado para o público-alvo da campanha Julho Amarelo.

Segundo Tereza Carvalho, gerente do Programa de IST/Aids e Hepatites Virais da SMS, essas oficinas ocorrerão com profissionais dos oito Distritos Sanitários da capital. “Durante os treinamentos, trabalhamos indicadores locais para que esses profissionais que estão lá na ponta possam ampliar as atividades com ofertas de testes rápidos, com a qualificação dos encaminhamentos para as unidades de referência, reduzindo assim as dificuldades de acesso que a população tenha ao serviço”, destacou.

Durante todo o mês de julho, serão ofertadas para os profissionais da atenção básica e técnicos da Vigilância, parceiros que ofertam testes rápidos, Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), serviços especializados e laboratórios, oficinas de atualização e aprimoramento de processos de trabalho com foco em diagnóstico, notificação e alinhamento do fluxo assistencial das hepatites e sífilis.

“Muitos casos de hepatites são assintomáticos, com apenas manifestação de tosse, febre, por isso, muitas pessoas não procuram as unidades de saúde, porém essa é uma doença que ainda mata bastante. Por isso, estamos trabalhando com uma equipe multiprofissional que está sendo treinada para ter um olhar diferenciado sobre o público-alvo da campanha através de trabalhos intensos em salas de espera e oferta ampliada de testes rápidos”, afirma Tereza Carvalho, gerente do Programa de IST/Aids e Hepatites Virais da SMS.

O público-alvo da campanha é toda a população usuária de drogas, que faz uso de anabolizantes, que tem relações sexuais sem proteção e que se expõe ao risco de materiais perfurocortantes não esterilizados, como manicures e dentistas que não se adequam às normas de biossegurança. Além disso, as pessoas que se expuseram à transfusão de sangue antes de 1993, quando o sangue ainda não era devidamente testado, também fazem parte do grupo de risco.

“A melhor forma de prevenção são os cuidados para não se expor a situações de risco como relações sexuais sem preservativo, quando for a manicure ou dentista se certificar que aquele material foi esterilizado em autoclave, verificar se as condições clínicas estão adequadas, entre outros cuidados que podem evitar a infecção por hepatite B e C, uma das mais comuns”, completa a gerente do Programa de IST/Aids e Hepatites Virais da SMS, Tereza Carvalho.

Hepatites virais

A vacinação é uma das formas de prevenir a hepatite B, além da realização de testes rápidos. As hepatites mais comuns na região são os tipo A, B e C. “A hepatite A tem relação com a higiene e manipulação de água e alimentos contaminados, associados a outros hábitos, como não lavar as mãos. Já as hepatites B e C podem ser transmitidas sexualmente. Para a B tem vacina, mas a C é tratável e já apresenta 95% de cura”, pontua Tereza.

A hepatite é uma doença extremamente silenciosa e que pode demorar décadas sem manifestar sinais e sintomas, levando o portador da doença a ter um diagnóstico em estágio avançado. Por isso, é importante ter um diagnóstico precoce e fazer o teste, para que possam ser acessados os meios de tratamento do serviço público, que atualmente contam com três locais que fazem parte da linha de cuidados, o Hospital Universitário, o PAM Salgadinho e o Hospital Escola Hélvio Auto.