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Atualizada às 12h55

Os desembargadores do Tribunal Regional do Trabalho de Alagoas (TRT/AL), durante o julgamento do dissídio coletivo, decidiram pela manutenção do piso salarial para todos os jornalistas alagoanos e determinaram o reajuste de 3% em cima do atual valor que é de R$ 3.567,27.

O julgamento ocorreu na manhã desta quarta-feira (03), quando a greve geral dos profissionais completa nove dias.  O relator, desembargador Laerte Neves, votou contra a proposta das empresas que era de reduzir o piso salarial em 40%, o que foi acompanhado por mais três desembargadores.

Com esse reajuste de 3%, o piso salarial em Alagoas será de R$ 3.672,22. Além desse reajuste, o relator e os demais desembargadores mantiveram todas as cláusulas do acordo vigente por uma validade de um ano.

Além da garantia do piso salarial da categoria, os desembargadores também decidiram que os salários referentes aos dias de greve, onde os profissionais estiveram com suas atividades paralisadas devem ser pagos sem descontos. 

Também ficou definido que não há estabilidade para os profissionais que aderiram a greve, porém em caso de demissão sem justa causa a justiça garante os três meses de salários pagos pelas empresas. 

O presidente do Sindicato dos Jornalistas de Alagoas (Sindjornal), Izaias Barbosa, afirmou que a vitória da manutenção do piso salarial da categoria no estado é uma vitória de toda a classe trabalhadora. “Todo o trabalhador do Brasil ganha com essa conquista, pois se esse abuso e desrespeito viesse a se concretizar poderia abrir precedente para outras categorias”, destacou.

Izaias destacou ainda que a greve ocorrida 1982 onde a categoria lutou pela implantação do piso salarial também durou nove dias. “Hoje completam nove dias de muita luta na porta das emissoras, luta essa que nos trouxe vitória, ainda hoje iremos nos reunirmos com a categoria em uma assembleia para deliberarmos algumas questões”.

*Estagiário sob supervisão da editoria