Foto: Assessoria Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Rodrigo Cunha

O senador Rodrigo Cunha vem dando sequência ao trabalho, que começou em abril, de fiscalizar a situação das obras de creches paradas. Por meio de sua equipe, o senador visitou 79 cidades alagoanas em que havia notícia de obras de creches paradas, e acabou encontrando 82 construções atrasadas ou totalmente paralisadas. 

O diagnóstico é de abandono. São milhões e milhões de reais desperdiçados em escolas inconclusas. Mais grave ainda do que os prejuízos para os cofres públicos é o desamparo em que ficam as famílias com crianças pequenas.

Foram ouvidas mães e crianças que há anos esperam a conclusão dessas creches, em vão. São mães que perderam oportunidades de empregos, filhos e filhas que perpetuam o ciclo da pobreza de suas próprias famílias. Ao não terem a chance de ir à escola ainda na primeira infância, esses pequenos alagoanos perdem tempo precioso de desenvolvimento cognitivo. E engrossam os índices que envergonham o estado de Alagoas, primeiro no ranking do analfabetismo no Brasil. 

Uma das cidades visitadas pela equipe do senador Rodrigo foi Porto Calvo. Lá a obra começou em maio de 2014, e até agora não foi entregue. No canteiro de obras, os materiais vão se perdendo.

“Antes eu trabalhava. Hoje eu não posso mais trabalhar porque não tem creche. Está nessa situação. Agora eu trabalho para mim mesma, e tenho que levar ele comigo para o trabalho todos os dias”, conta Elisângela da Silva Machado, mãe do Brian, de um ano e seis meses.

A situação que se espalha por dezenas de municípios alagoanos se repete em todo o Brasil, onde estima-se que há pelo menos 2 mil obras de creches e pré-escolas paralisadas. Já foram gastos R$ 6,4 bilhões no programa federal para ofertar creches, o Proinfância, criado em 2007. Mas o programa não obteve os resultados previstas, e hoje há pelo menos 6 milhões de crianças em idade escolar sem acesso às creches.

“Esse é um problema que me comove muito, por afetar crianças que poderiam ter uma vida melhor que suas mães e pais, e por conta da falta de aceso a uma escola acabam repetindo a vida de privação de suas famílias. Essa situação é inaceitável. Estou comprometido em buscar recursos para que essas obras possam ser retomadas”, afirmou o senador Rodrigo Cunha. 

O trabalho de fiscalização e monitoramento das obras de creches paradas foi iniciado pelo senador alagoano no início de abril, quando, à frente da Comissão de Transparência, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor do Senado, ele realizou um ciclo de debates para levantar informações sobre o tema. Nas audiências públicas foram ouvidos representantes do Ministério da Educação, do Tribunal de Contas da União, e outros órgãos especializados no tema.