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Você já parou para pensar que aquela tampinha plástica, sim aquela tampa de refrigerante, suco e água, que você ignora e joga no lixo, pode mudar totalmente a vida de pessoas portadoras de deficiência?

Acredito que não, mas a verdade é que o projeto Tampinha Legal, que tem o objetivo de conscientizar e mobilizar toda a sociedade a dar um destino correto aos resíduos de plástico, que nos acompanha em diversas horas no nosso dia a dia, seja em um canudo, copo, garrafa pet e etc., se tornando sempre um vilão para a população, vem contribuindo com a movimentação de uma economia solidária e sustentável de instituições sociais.

Em Alagoas, o projeto “Tampinha Legal” está sendo organizado pela instituição Amor 21, que acolhe famílias e amigos de pessoas com Síndrome de Down, além de promover a troca de informações e inclusão em todos os espaços sociais.Com isso há uma mobilização da sociedade em fazer o bem, e isso faz com que seja refletido o aumento na qualidade de vida de todos. A comunidade pode se envolver de diversas formas, a começar pelo recolhimento de tampas e entrega nos pontos de coleta do programa.  Vale lembrar que tudo que é arrecadado pela campanha é revertido em renda para a associação.

Segundo Tony Cabral, Relações internacionais do Amor 21, o “Tampinha Legal” é um projeto nacional, que surgiu no Rio Grande do Sul, com iniciativa da cadeia do plástico, empresas ligadas ao plástico. Ele conta que a campanha surgiu como uma campanha positiva do plástico, que por muitas vezes é tido como vilão.

Para Cabral, além de se tratar de um projeto social, ele ajuda as instituições do terceiro setor que trabalham com pessoas portadoras de deficiência e retira as tampas que, supostamente, seriam descartadas de maneira irregular, seja no aterro sanitário ou no meio ambiente. Tendo como propósito incentivar a coleta de tampas de plástico (PET, shampoo, esmalte, detergente, desodorante, pasta de dente, tampinhas das caixas de leite e suco) para ajudar a entidade.

“Aqui em Alagoas somente o Amor 21 é quem está cadastrado nessa campanha, então a gente tem uma parceria com o Sindiplast Alagoas, e nós recolhemos as tampinhas que são entregues nos postos de coletas na cidade”, explicou.

Conforme o coordenador da associação, após a triagem, as tampas são separadas por cores e, em seguida, são levadas para o reciclador que repassa o dinheiro para a associação.

Questionado sobre o porquê da escolha das tampinhas, Cabral relata que é por ser algo fácil de ser carregado, simples de colher.

“Esse projeto tem por objetivo esse ciclo virtuoso do plástico. A tampa passará por todo o processo de reciclagem e essa tampinha vai voltar a ser tampinha novamente”, apontou.

Ele completa dizendo que as tampas são separadas por cores devido a isso, pois, caso elas sejam misturadas e o reciclador utilizar misturando as cores, essas tampas, provavelmente, serão transformadas em sacos de lixos recicláveis ou outros produtos reciclados que não terão mais serventia.

O doador das tampinhas pode contribuir muito com a instituição por meio de sua doação, que irá ajudar diretamente a instituição Amor 21, que atualmente possui 160 pessoas com down, ou seja, todas essas famílias estão filiadas.

“A Amor 21 está abrindo a sua sede e estamos oferecendo serviços da área de saúde, educação e lazer. Além de termos projetos como o ‘Bem vindo ao mundo’, que hoje quando nasce uma criança com síndrome de down nós somos notificados e realizamos o acompanhamento dessas famílias e vários outros projetos”, concluiu o coordenador da entidade.

Atualmente podemos encontrar pontos de coleta em hospitais, órgãos púbicos, escolas, comércio e empresas.

Quem tiver interesse de conhecer mais sobre o projeto e de como podem ser realizadas as doações, pode entrar em contato com os organizadores da campanha por meio do número (82) 99941-8433, que é Whatsapp, ou acessando o site http://https://tampinhalegal.com.br/.

Também é possível acompanhar o trabalho do Tampinha Legal por redes sociais como YouTube e Facebook e no Instagram @amor21oficial.

Destino

Segundo informações da coluna de Affonso Ritter, do Jornal do Comércio, neste mês, o projeto ultrapassou mais de R$400 mil que foram destinados a entidades assistenciais cadastradas que fizeram a entrega do material coletado em 2 mil pontos espalhados pelos estados de Alagoas, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Espírito Santo e São Paulo.

Ainda conforme a coluna os próximos estados a aderirem serão Pernambuco e Goiás.

O projeto

Lançado em 2016, o “Tampinha Legal” é o maior programa socioambiental de caráter educativo de iniciativa da indústria de transformação do plástico na América Latina. As instituições assistenciais cadastradas no programa recebem 100% dos recursos obtidos com a venda do material.

O Tampinha Legal tem como interesse a melhor valorização de mercado ao mesmo que mobiliza  todos os segmentos da sociedade a dar o destino adequado aos resíduos plásticos.

.Essa campanha propõe ações modificadoras de comportamento de massa para aproximar o plástico da sociedade motivando, inspirando e conectando vários segmentos a fim de aumentar os níveis de esclarecimento quanto ao destino adequado dos resíduos plásticos.

Segundo o site oficial da campanha, já foram recolhidas cerca de 123.786,111 tampinhas desde 2016.