Assessoria Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Deputada Jó Pereira

Ao final da sessão especial na qual foi apresentado e discutido o Plano Operativo do Hospital da Mulher (HDM), a deputada Jó Pereira solicitou ao secretário de Estado da Saúde (Sesau), Alexandre Ayres, que os dados concretos e as respostas a alguns questionamentos feitos nesta sexta-feira (28), na Assembleia Legislativa, sejam apresentados em outro momento. Entre os pontos a serem discutidos, estão a formação de uma comissão para discutir os serviços que serão ofertados pelo HDM; criação adequada dos cargos para a Uncisal; e solução para reserva técnica  da universidade.

“Fica em nós a sensação de que ele não é um hospital da mulher, mas um hospital obstétrico e a prioridade hoje é focar em outro tipo de saúde”, destacou a parlamentar. Ao abrir a sessão, proposta por ela, Jó cobrou essa mudança de foco, lembrando ainda a importância do novo hospital, da ampliação de leitos em Alagoas, após um longo período de estagnação.

“Pontuamos de maneira muito positiva a entrega do novo equipamento. Tendo sido financiada com recursos do Fecoep, precisamos olhar de perto para que a obra seja entregue, o funcionamento ocorra de forma adequada e as mulheres se sintam contempladas”, completou.

Alexandre Ayres explicou que, com 127 leitos e um investimento de R$ 32 milhões, o hospital será voltado exclusivamente à mulher alagoana, com centro obstétrico e cuidados específicos relacionados à investigação e ao diagnóstico do câncer. “Estamos trabalhando agora pra equipar o hospital e a ideia é que até o final de agosto ele esteja em pleno funcionamento. Inicialmente faremos um processo seletivo simplificado exclusivo para o preenchimento de vagas no Hospital da Mulher, nos próximos dez dias e, até o final do ano, devemos anunciar o concurso público geral, para toda a área de saúde”, afirmou.

Respondendo a um dos questionamentos feitos, Ayres afirmou que o HDM será gerido pela Sesau, tendo a Uncisal como co-gestora. Ele garantiu que a pasta já possui recursos públicos suficientes para gerir a nova unidade hospitalar a partir de agosto de 2019, com 700 profissionais no quadro.

Oncologia

Ao explanar sobre a saúde da mulher em Alagoas, a médica infectologista Mardjane Lemos disse que sua expectativa é que o HDM dê respostas robustas às demandas, não sendo apenas uma maternidade diferenciada. Ela destacou que, no biênio 2016-2017, as neoplasias foram a principal causa de internação e morte de mulheres com idades entre 10 e 49 anos, em Alagoas.

Jó pontuou que os dados apresentados corroboram com a necessidade de proporcionar atendimento também em relação às neoplasias na nova unidade hospitalar.

O Plano Operativo foi apresentado pelo secretário-executivo da Sesau, Paulo Teixeira.  A vice-reitora da Uncisal, Ilka Soares, também usou a tribuna para pontuar que o hospital irá desafogar a Maternidade Escola Santa Mônica (MESM). Ilka defendeu que a gestão da unidade seja vinculada a Uncisal e solicitou a participação de forma mais ativa da universidade no Conselho Diretor do hospital.

Também participaram da sessão os deputados Davi Davino, Marcelo Beltrão, Davi Maia e Léo Loureiro.