Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true

           O golpe articulado em 2016 teve nas pedaladas fiscais o álibi com o resultado decorrente de bloquear a democracia com o impeachment da presidente Dilma Rousseff. A articulação dos golpistas teve duas conexões: a externa com os EUA, à frente, e a interna, com a grande mídia, os rentistas, o empresariado, os parlamentares e o vice-presidente Michel Temer.

            O golpe levou o Brasil para a extrema direita, o pior dos mundos. A democracia tem sido, a cada dia, torpedeada pela Lava Jato e pelo autoritarismo do Bolsonaro. E ainda em muitas decisões da Suprema Corte, que se nega em muitos casos a fazer justiça.

            A oposição, sem conseguir manter linhas de coesão entre os partidos de esquerda e centro-esquerda, anda ruminando o resultado eleitoral. Mas todos em campanha rumo a 2020.

            A oposição resiste no Congresso Nacional e nas ruas com os movimentos sociais protestando contra o desmonte do Estado brasileiro.

            A mobilização nas ruas tem elevado a temperatura e transmitido energia positiva para o parlamento nacional, mesmo em torno de lutas pontuais como a reforma da previdência e os cortes da educação.

       Essas duas frentes de lutas sinalizaram que é possível derrotar o governo no terreno onde ele se dizia majoritário: o Congresso Nacional.

            As vitórias em determinados momentos históricos nunca são gerais, mas pontuais e cumulativas, e se desenrolam no campo de batalha numa “guerra de guerrilha”. Dessa tática, a esquerda e o campo democrático têm experiências acumuladas.

            A Lava Jato, espinha dorsal da extrema direita nacional e internacional, seção brasileira, está fraturada. O inimigo encontra-se em franco recuo, mas ainda não foi derrotado. A derrota virá não como uma premonição divina, mas com a mobilização social, a atuação nos parlamentos e pelas revelações do The Intercept.

            Teremos muitas lutas pela frente. A defesa das grandes empresas e dos bancos estatais, das universidades e dos institutos federais, e da Embrapa não deve sair da pauta dos democratas, da esquerda e dos nacionalistas.

               O impeachment tinha como resultado morte a democracia no Brasil. A democracia agoniza, mas não morre, como diz o samba do Nelson Sargento.