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Euforia nos sindicatos. Histeria nas redações da extrema-imprensa. Migalhas de supostas conversas "criminosas" entre Sérgio Moro e Deltan Dallagnol acabam de ser publicadas por um site, até então desconhecido pela grande maioria dos brasileiros.

O mundo jurídico em polvorosa.

Não demora muito e a OAB emite uma Nota onde expressa a sua "perplexidade" e pede o afastamento de Sérgio Moro do Ministério da Justiça. Segundo a Instituição, as conversas publicadas entre os dois, ameaçariam "caros alicerces do Estado Democrático de Direito".

Imediatamente me veio à memoria uma interceptação LEGAL, em que Aécio Neves pedia a Gilmar Mendes uma ajuda, para que o Congresso barrasse um projeto que combatia a Corrupção. Procurei uma nota da OAB a respeito. Não achei.

Da mesma forma, procurei alguma Nota da Instituição referente a uma foto em que Kakay, advogado de defesa de 17 réus da Lava Jato, aparece trajando bermuda nos corredores do STF. Nada.

A única nota encontrada foi a do próprio advogado, onde afirma “(..)eu não entrei em nenhum gabinete e nem despachei com nenhum ministro da corte naquele dia”. (grifo meu)

Vejam o que diz a Lei 8.906/94:

Art. 7º São direitos do advogado:

(...)

VIII - dirigir-se diretamente aos magistrados nas salas e gabinetes de trabalho, independentemente de horário previamente marcado ou outra condição, observando-se a ordem de chegada;”

Se o próprio Estatuto dos Advogados estabelece que o acesso aos juízes pode se dar de forma livre, porque a repulsa quando este acesso é exercido por promotores?

Imaginemos que um “hacker” coloque uma câmera em um gabinete de algum magistrado e publique uma conversa privada com um advogado. Ou quem sabe publique uma conversa obtida ilegalmente no Telegram. Que tipo de Nota a OAB publicaria? Afastando o advogado, de forma sumária, sem qualquer tipo de investigação?

O site responsável pelas publicações das supostas conversas, o “The Intercept”, pertence a Glenn Greenwald, que vem a ser companheiro de Davi Miranda, deputado do PSOL que assumiu a vaga deixada por Jean Wyllys. Coincidência?

A extrema-imprensa repercute incansavelmente os supostos diálogos, desconsiderando a origem criminosa das informações e negligenciando o fato de que, quem é capaz de invadir celulares de autoridades, obviamente, é capaz de alterar também o seu conteúdo. Não há, até este momento, um áudio, um vídeo ou mesmo um mísero “print”! Nadica de nada!

Até que se prove o contrário, o único criminoso dessa história é quem roubou as informações - e o Lula, claro, que já foi julgado e condenado não apenas por Sérgio Moro, mas também pelo TRF-4 e pelo STJ, ambos por unanimidade.

Os mesmos que acusaram Moro de usar grampos “ilegais”, agora usam “grampos” ILEGAIS para novamente acusá-lo de ter agido de forma “ilegal”. Acuse os adversários do que você faz, chame-os do que você é.

Agora, um fato curioso: No dia 6 de maio, um hacker chamado Tal Prihar, foi preso em Brasília, em uma casa que já pertenceu a ninguém menos que José Dirceu. Mais uma coincidência?

É fundamental que a Polícia Federal identifique quem foi o autor desse ataque e quem o contratou. Se de fato existir alguma veracidade nas informações e seu conteúdo possa ser considerado criminoso, que os envolvidos também sejam investigados e julgados.

Como diz o Ministro Barroso, o que existe de concreto é uma “euforia que tomou os corruptos e seus parceiros”. Nada mais do que especulações, suposições e ilações.

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