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As Universidades Federais, historicamente, sempre foram palco de produção de conhecimento científico, pesquisa e formação dos melhores profissionais do nosso país.

A Universidade Federal de Minas Gerais, por exemplo, formou um dos melhores poetas brasileiros, Carlos Drummond de Andrade.  A lista de ex-alunos da Instituição que contribuíram substancialmente com a sociedade inclui pessoas como Betinho, Ziraldo, Juscelino Kubitschek, Ivo Pitanguy. A lista é imensa.

A expectativa do contribuinte, que é o responsável por manter estas instituições em funcionamento, é exatamente essa: que dentre seus alunos saiam pessoas capazes de auxiliar o desenvolvimento intelectual e científico de nosso país.

A UFMG tem um orçamento de R$ 2.042.901.713,00 (dois bilhões quarenta e dois milhões novecentos e um mil e setecentos e treze reais) para um universo de 48.949 alunos. Isso significa um investimento de R$ 3.477,95 (três mil quatrocentos e setenta e sete reais e noventa e cinco centavos) POR ALUNO POR MÊS! É muito dinheiro!

Naturalmente, esse dinheiro não brota do chão! Ele é fruto dos impostos que pagamos no feijão, no arroz e em absolutamente tudo que produzimos e consumimos. O Estado é uma máquina de extorsão. Em 2019, todos nós tivemos que trabalhar até o dia 2 de junho, apenas para pagar impostos.

Diante dessa realidade, nada mais natural que haja uma indignação completa quando o brasileiro presencia seu caro dinheiro sendo usado para promover o caos e a balbúrdia. Sim, as Universidades Federais viraram “campo criativo” para atividades que passam longe aos interesses da sociedade.

A Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), por exemplo, promoveu no dia 17/09/2014 uma “Oficina de Siririca”. No mesmo ano, a Universidade Federal Fluminense (UFF) foi palco de um evento chamado “Xereca Satanik”, onde uma genitália feminina foi costurada, sob o olhar de todos os presentes.

São centenas de exemplos nas redes sociais.

Na Universidade Federal de Alagoas (UFAL), poucos dias atrás, uma “performance” chamou a atenção dos presentes. Um homem aparentando ter 30 (trinta) anos, fazia poses e gestos, completamente nu, no meio do Campus Maceió. Ali, para todo mundo ver. Quer gostem, quer não.

Infelizmente a balbúrdia não para por aí. Uma operação da Polícia Civil prendeu, semana passada, 3 (três) suspeitos de tráfico de drogas no Diretório Acadêmico de Filosofia da UFMG. Dentro da sala, além das drogas, uma geladeira cheia de cerveja.  Entre os presos está um ex-aluno do curso de química, que, segundo as investigações, utilizaria o laboratório da Instituição para produzir drogas sintéticas.

Sob a omissão (ou anuência) de grande parte dos reitores, muitos deles comprometidos com Movimentos de Esquerda, esses episódios tornaram-se cada vez mais comuns.

É claro que a balbúrdia não é generalizada. Muita coisa boa é produzida dentro das Universidades Federais. No final de 2018, por exemplo, a mesma UFMG foi premiada, pela segunda vez, com o Startup Awards, pelo seu destaque em empreendedorismo.

Mas, tal qual um corpo ferido precisa tratar as feridas que surgem, as Universidades Federais também precisam fazê-lo. O remédio nem sempre é bom. Às vezes, inclusive, é preciso amputar um membro para garantir a sobrevida do corpo.

Se a comunidade acadêmica acha ruim que situações como essas terminem por rotular as Universidades como produtoras de “balbúrdias”, que seus alunos e professores curem essas feridas, cobrando aos gestores que o nosso dinheiro seja investido, exclusivamente, na formação de profissionais que ajudem no desenvolvimento de nosso país.

Direcionar as críticas a nós, financiadores involuntários desse caos, não cicatrizará as feridas.

O brasileiro está farto de pagar tanto imposto e ser escravizado pelo Estado e, por isso, o mau uso do dinheiro público continuará a ser criticado. E é assim que deve ser!

Menos Ecstasy, Mais Drummonds.

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