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 A carioca Thaís Paz escreve:


Ontem foi um dia extremamente doloroso para todos que fazem parte da Univrsidade Federal Fluminense. Nos despedimos das trabalhadoras/es terceirizados que atuavam em diversas atividades, mas, principalmente na limpeza. Foram demitidas pessoas que trabalhavam lá há mais de 30 anos! É isso que os cortes significam.
Com os cortes e os atrasos no repasse de recursos, a empresa terceirizada rompeu o contrato e uma nova empresa assumirá esse trabalho. Sabe em que condições? Eram 20 trabalhadores terceirizados nos prédios onde trabalho, agora serão 11. Cada trabalhadora da limpeza será responsável pelo DOBRO da metragem que o contrato anterior previa. A nova empresa também tem métodos super característicos do novo momento brasileiro: garantiu que não contrataria ninguém com mais de 40 anos; que os trabalhadores não terão local fixo de trabalho, tendo que não apenas limpar uma quantidade absurda de m² como também ficarão rodando a critério da empresa.
No meio disso tudo, pessoas desempregadas do dia para a noite. Gente. Nome, CPF, família. No meio da perplexidade a ideia de uma placa. Uma placa que não mata a fome, não paga as contas, mas pelo menos marca a brutalidade dessa política de destruição das universidades que, não é de se espantar, começou pelos mais precarizados dos seus trabalhadores.