Vinícius Firmino/Ascom ALE Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Deputado Inácio Loiola

No Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado nesta quarta-feira (5), os deputados Antonio Albuquerque (PTB) e Inácio Loiola (PDT) defenderam, na Assembleia Legislativa, a pauta da preservação, mas chamaram a atenção para alguns exageros cometidos em nome da causa. O alerta foi feito inicialmente por Albuquerque, em aparte ao pronunciamento de Loiola.

Albuquerque criticou as operações “espetaculosas” - e que consomem grande quantidade de recursos públicos - realizadas em Alagoas e, para ilustrar os exageros a serem combatidos, falou sobre uma ação conjunta entre as polícias e o Ministério Público Estadual, que resultou na apreensão de inúmeras aves e gaiolas, retiradas de feiras livres e residências.

“Vi agentes públicos todos cantando em verso e prosa o grande feito da apreensão das aves das casas de idosos e crianças e depois liberando as aves no sertão... Meu sentimento foi de pena e lamentação pela vida daqueles pássaros inocentes, levados ali apenas para morrer... Essas operações praticam crimes contra as aves que vão morrer, contra a criança e o idoso que tinham afeto pelos pássaros e aquilo ainda é ovacionado, aplaudido, pela ignorância, subserviência ou covardia de alguns”, destacou, sem citar quando a operação foi realizada.

Acrescentando que, em alguns casos, a proibição da criação das aves silvestres fez com que crianças trocassem as gaiolas por pedras de crack, o deputado relatou também sua indignação com um protesto em defesa da maconha realizado na orla da capital. Segundo Albuquerque, sob proteção policial e, consequentemente, com o uso de dinheiro público, os manifestantes entoavam o refrão: “Sou maconheiro com muito orgulho”, “em um movimento que não acrescenta nada a ninguém, muito menos ao meio ambiente”.

Ao retomar a palavra, Inácio Loiola fez coro às críticas sobre a “espetacularização” das operações relacionadas ao meio ambiente, principalmente àquelas realizadas no Sertão. O deputado contou a história do proprietário de uma área de três mil tarefas em Delmiro Gouveia, que nunca permitiu nenhum desmatamento no local, mas quando desmatou cinco tarefas para construção de um restaurante às margens do Xingó, o estabelecimento foi fechado durante uma fiscalização, transformando-o em “criminoso”.

Destacando seu forte sentimento ambientalista, o parlamentar disse que é absurdo penalizar pequenos empreendedores em razão de exageros: “É muito importante que a gente preserve o meio ambiente, mas temos que fazer tudo com racionalidade... Não punindo inocentes.”.

Em seguida, Davi Maia (DEM) também usou a tribuna para falar sobre a data de hoje, aproveitando para cobrar ações como a propositura do Plano Estadual do Meio Ambiente. Para marcar o dia, ele também distribuiu pequenos vasos com plantas para os colegas no plenário.

Por fim, em aparte, Cabo Bebeto (PSL) cobrou do Ministério Público ações para solucionar o problema do vizinho, o Riacho Salgadinho: “É como se eu passasse na frente do Quartel e lá tivesse uma boca de fumo... Não combina o MP com o Salgadinho ali na frente”.