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O Senado aprovou, por 55 votos a 12 a medida provisória (MP) que cria dois programas de combate a fraudes na Previdência Social. A votação aconteceu na noite desta segunda-feira (3). Apenas um senador alagoano votou contra a pauta.

Os senadores Rodrigo Cunha (PSDB) e Renilde Bulhões (PROS), que tomou posse em decorrência de licença de Fernando Collor (PTC), votaram a favor da MP. Já o emedebista Renan Calheiros votou contra.

A medida foi editada pelo presidente Jair Bolsonaro em janeiro deste ano e aprovada semana passada pela Câmara dos Deputados. Se não tivesse sido aprovada pelo Senado nesta segunda-feira, perderia a validade.

Tradicionalmente, a Casa não realiza sessões de votação às segundas-feiras, mas os articuladores políticos do governo e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), mobilizaram os parlamentares durante o fim de semana para a provar a medida.

O objetivo da mobilização foi conseguir a presença de pelo menos 41 senadores na sessão, número necessário para iniciar o processo de votação. O quórum foi atingido por volta das 17h, e o resultado da votação foi proclamado às 21h.

Segundo o governo, a MP tem potencial para gerar economia de cerca de R$ 10 bilhões por ano.

Mesmo com a MP em vigor desde janeiro, e apesar da aprovação nesta segunda-feira, o governo ainda não pode iniciar o "pente-fino" nos benefícios. Isso porque a MP cria dois programas que preveem pagamento de bônus a peritos, e o Congresso ainda precisa aprovar um outro projeto para autorizar gastos extra.

O texto aprovado agora aguarda sanção do presidente Jair Bolsonaro.