Agência Brasil Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Paulo Guedes

Paulo Guedes – o ministro da Economia do presidente Jair Messias Bolsonaro (PSL) – demonstrou confiança na aprovação da Reforma da Previdência, que se encontra em tramitação no Congresso Nacional. De acordo com o ministro, a reforma – num período de 60 a 90 dias – deve “ser coisa do passado”.

Guedes disse acreditar em uma “surpresa favorável e aprovação” relativamente rápida da reforma, “ao contrário do pessimismo geral”. O ministro ainda frisou: “vamos ter uma reforma interessante”.

A proposta do governo federal espera uma previsão de economia de R$ 1,2 trilhão em 10 anos. O Executivo queria – no início da apresentação da proposta – conseguir aprovar o texto ainda no primeiro semestre, mas ainda enfrenta o Congresso Nacional em meio a um ambiente de crises internas e externas.

Em todo caso, há uma expectativa de mudanças no texto que reduza as previsões de economia do governo. Outra crítica é a lentidão na tramitação, que tem seus impactos no mercado, que iniciou o ano sinalizando de forma positiva para o governo do presidente Jair Messias Bolsonaro.

Todavia, em um ambiente onde imperem incertezas, investimentos começam a ser freados. Tanto que o mercado financeiro começou a dar sinais de preocupação e, atualmente, possui uma previsão de crescimento que é um pouco menor do que o do governo.

Devido a fatores externos – mas há também os internos – houve uma subida do dólar e a bolsa de valores já se afastou dos números recordes dos primeiros meses. Essas preocupações também estão presentes em análises do ministro Paulo Guedes.

É válido salientar que a Reforma da Previdência não é o único ponto do governo para estruturar o país para uma retomada do crescimento. O Executivo – conforme o próprio presidente Jair Bolsonaro – também trabalha em uma reforma da carga tributária que, segundo ele, retire o Estado das costas do cidadão e do empresário.

Em contrapartida, diante da crise, a Câmara de Deputados desengavetou uma proposta tributária para emparedar o Executivo.

Neste contexto, as manifestações do dia 26 próximo, que possuem como pauta o apoio ao pacote anticrime do ministro Sergio Moro e à Reforma da Previdência, podem ter efeitos: se as ruas estiverem cheias, será um recado ao Congresso e a pressão pode agilizar as coisas. Se as ruas ficarem vazias, a inexpressividade pode prejudicar o governo nessa relação.

As organizações dos movimentos esperam um público alto em função das análises das adesões em redes sociais. Em Alagoas, o empresário Leonardo Dias – que é um dos líderes do Movimento Brasil (MBR) – acredita que o chamado terá resposta. Dias, entretanto, condena os discursos que ele considera ser de uma minoria da minoria, que dizem respeito aos mais afoitos que pedem o fechamento do Congresso.

Ele explica que não se trata disso, mas sim de cobrar do Centrão que vote as reformas necessárias – na visão do Movimento – para a retomada do crescimento no país. Por isso, comunga com o ministro que ressalta a importância da aprovar o texto da Previdência o quanto antes.

Há ainda resistência por parte de deputados do Centrão e o governo não terá os votos da oposição. Portanto, esses parlamentares – que muitas vezes formam um bloco fisiológico e independente – é que decidirão o jogo, em que pese a bancada governista ter peso.

Ainda em entrevista à imprensa, Guedes comentou sobre as turbulências. Ele disse que “todo dia tem um barulho, não se deixem levar por esses sinais”. O ministro quer que o governo não se perca pelo que considera “briguinhas”.

Sobre o futuro, Guedes destaca que, após a Reforma, pensa em lançar várias medidas de estímulo a economia. Entre essas, o governo quer reduzir o preço do gás, promover a reforma tributária e descentralizar os recursos de Estados e municípios. O ministro não entrou em detalhes, mas ressalta que “se tem uma potência fiscal com a reforma. Nós começamos depois a soltar as amarras fiscais da economia”.

O governo federal mantém a perspectiva de crescimento acima de 1%.

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