Foto: Divulgação Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Sede da Defensoria Pública

Um homem acusado de homicídio qualificado foi absolvido pelo Conselho de Sentença do Tribunal do Júri do município de Major Izidoro após passar 40 meses preso, de forma preventiva, antes do julgamento.

Segundo a assessoria de comunicação da Defensoria Pública do Estado, no decorrer do processo, a Defensoria pleiteou a soltura do réu, em diversas oportunidades, inclusive com a impetração de habeas corpus antes de sua pronúncia. No entanto, o Tribunal de Justiça preferiu manter o cidadão – que não teve o nome divulgado - preso até o seu julgamento.

O assistido foi acusado como coautor de um homicídio ocorrido na zona rural de Major Izidoro no ano de 2016. O corréu foi liberado para responder o processo em liberdade e, posteriormente, fugiu.

O acusado foragido afirmava que o acusado teria sido contratado pela vítima para assassinar a ex-esposa, sogra e cunhado dele, mas que o plano teria dado errado e ele teria matado a vítima para não deixar provas.

Durante o julgamento, a defensora pública Bruna Rafaela ressaltou que a única imputação contra o seu assistido era o depoimento do corréu, que continua foragido, prestado ainda no inquérito policial.

De acordo com a defensora, tal depoimento era uma acusação completamente isolada no arcabouço probatório produzido nos autos e que não se sustentava. “O outro acusado criou uma história absurda e conseguimos refutá-la no plenário, provando que o nosso assistido é verdadeiramente inocente daquela acusação”, explica.

Diante do contexto processual, o Ministério Público também pediu a absolvição do acusado pela insuficiência de provas. Os jurados acataram a tese defendida pela Defensoria a e absolveram o assistido por reconhecerem a negativa de autoria.

*com Assessoria