Claudio Bulgarelli Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Igreja foi fundada no século XVII, pelos portugueses, entre os anos de 1637 e 1639, e não pelos holandeses

Nosso amigo jornalista Cláudio Bulgarelli nos envia matéria, dando conta de que a terceira mais antiga igreja de Alagoas, a Nossa Senhora Mãe do Povo, em São Miguel dos Milagres, incluída no roteiro turístico da Rota Ecológica e a que recebe mais turistas na região, está sendo completamente restaurada. Em sua fase final, no entanto, o padre José Ronaldo da Silva, responsável pela paróquia, está solicitando ajuda de empresários e moradores do município para concluir a obra, com o objetivo de inaugurá-la no dia 7 de junho, data da emancipação política do município.

A Igreja Nossa Senhora Mãe do Povo, segundo relato de historiadores locais, foi fundada no século XVII, pelos portugueses, entre os anos de 1637 e 1639, e não pelos holandeses, como alguns insistem em afirmar. Os holandeses certamente estavam na região na época conhecida como Alagoas Boreal, mas como eram protestantes, não tinham por tradição a construção de templos católicos.

A restauração, que começou em fevereiro do ano passado, deve finalizar nas próximas semanas, para a alegria dos guias de turismo que incluíram visitação turística à igreja, pela sua importância histórica. Foram trocadas as madeiras juntamente com as telhas, para a reforma do telhado da igreja. Todo reboco também foi trocado. Durante todo esse período de restauração, tanto o material de construção como os profissionais, pedreiros e serventes, foram doados pela Prefeitura Municipal.

O padre Ronaldo é enfático em afirmar que sem a ajuda da Prefeitura, através do prefeito Rubens Ataíde e da população da cidade, seria impossível restaurar a igreja. Agora na fase final, que é a nova pintura, toda branca com detalhes em dourado, o religioso faz um apelo aos empresários do setor de turismo e empresários que possuem casas de veraneio, para tentar conseguir a doação das tintas. A previsão é de que até o aniversário de emancipação política da cidade, em 7 de junho, a igreja esteja novamente aberta para visitação.

A igreja faz parte da história do município, já que ela também serviu de refúgio para os portugueses, escravos e índios durante as batalhas contra os holandeses. Os fugitivos construíram abrigos na Igreja Mãe do Povo (Nossa Senhora Mãe do Povo), que se encontra até hoje, localizada alguns metros de distância da colina do Cruzeiro. As imagens vistas na igreja são todas de madeira de lei trazida de Portugal. As paredes tiveram sua construção formada por pedras. Já houve a queda do teto duas vezes, no entanto, em nenhum desses acontecimentos, as paredes foram abaladas.