Assessoria/Arquivo Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Maternidade Santa Mônica

Após  denúncia feita ontem, dia 21, onde servidores relataram a superlotação dentro da Maternidade Escola Santa Mônica (MESM)  e a ausência de medicamentos para realizar o atendimento das pacientes que chegaram à unidade em trabalho de parto, a Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal) informou que as cirurgias ginecológicas pré-agendadas para esta quarta-feira, dia 22, foram suspensas .

Segundo a assessoria de Comunicação da Universidade, as intervenções foram suspensas “por não haver leito disponível para manter a paciente no pós-operatório, em virtude da destinação destes leitos para atender o aumento da demanda de gestantes de alto risco, visto que, para segurança das pacientes, é necessário haver disponibilidade de leito em Unidade de Terapia Intensiva”.

Quanto às gestantes que estão em acomodações inadequadas, a Uncisal disse que “a Maternidade Escola Santa Mônica informou que está garantindo a assistência por parte de uma equipe multiprofissional com procedimentos necessários para as gestantes de alto risco internas fora de leitos, até o surgimento de leitos vagos ou transferência”.

Nesta quarta-feira o CORA conseguiu transferir uma paciente de alto risco, justificando que a outra maternidade de alto risco do estado (Hospital Universitário Professor Alberto Antunes) está com sua capacidade esgotada, afirmou a assessoria.

Comissão

Já para tratar dos assuntos referentes à superlotação e desabastecimento, a Uncisal anunciou a criação de uma comissão de acompanhamento para auxiliar na regularização do abastecimento da Maternidade Escola Santa Mônica (MESM). A situação na unidade de saúde é agravada pelo quadro de superlotação, provocado pelo não acolhimento de gestantes em outras maternidades de Maceió.

Conforme a Reitoria da Uncisal, a comissão terá como tarefa traçar o planejamento de aquisição e dispensação de medicamentos e de insumos e evitar que situações de desabastecimento se repitam. Não haverá nenhum tipo de intervenção nas direções médicas e administrativa. Haverá apenas o auxílio à gestão administrativa, otimizando procedimentos com fins de regular a situação na unidade de saúde.

Farão parte da comissão Sônia Silva, que coordenará os trabalhos; Tereza Moreira, gerente financeira da Uncisal; Denize Alves, controladora interna; e o assessor Tenório Gameleira. O grupo deverá acompanhar processos e auxiliar na regularização de eventuais pendências durante o período de 60 dias, podendo o prazo ser prorrogado.