Foto: Assessoria Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Cirurgiã e traumatologia buco-maxilo-facial e mestra em odontologia, Camila Ximenes

Nesse mês, uma das campanhas pertinentes é o Maio Amarelo, que atua na conscientização sobre o alto índice de mortes e feridos no trânsito em todo o mundo. No Brasil, a causa mais frequente de fraturas e ferimentos faciais graves são os acidentes com motocicletas e ciclistas. 
Existem mais de 14 milhões de motocicletas em circulação, o que corresponde a 25% da frota nacional. A motocicleta tornou-se o meio de transporte individual mais popular do Brasil.

O trânsito brasileiro é considerado um dos mais complexos e mais violentos do mundo ocupando o quinto lugar no ranking dos países com maiores índices de morte no trânsito, de acordo com a OMS, atrás apenas da Índia, China, EUA e Rússia. Além desses, Irã, México, Indonésia, África do Sul e Egito estão entre os países de trânsito mais violento. 

Para a cirurgiã dentista especialista em cirurgia e traumatologia buco-maxilo-facial e mestra em odontologia, Camila Ximenes, a maior causa desses acidentes é a falta de atenção no trânsito. A não utilização de capacetes entre os motociclistas agrava ainda mais os traumas ocorridos.  “O uso desse equipamento, inclusive os capacetes de boa qualidade, tanto em material quanto em tempo de uso, reduz em 72% o risco e a gravidade de lesões e reduz a probabilidade de mortes em até 39%”. 

De acordo com o recente Relatório da Situação Global da OMS, o Brasil registrou quase 39 mil mortes no trânsito, sendo que o maior número atingiu condutores de motos e veículos motorizados de três rodas, e 31% das mortes no trânsito no País atingem estes mesmos condutores. Até 2020, o Brasil precisa cumprir acordo firmado com a ONU de reduzir as mortes no trânsito para cerca de 21 mil ao ano.

Segundo o ONSV, os acidentes de trânsito no Brasil são responsáveis por deixar 400 mil pessoas com algum tipo de sequela. Além disso, cerca de 60% dos leitos hospitalares do Sistema Único de Saúde (SUS) são preenchidos por acidentados. Ainda de acordo com o Observatório, os acidentes no trânsito resultam em custos anuais de R$ 52 bilhões.

“As vítimas de acidentes de trânsito com trauma de face, são encaminhados à Unidades de referência em trauma, hospitais de urgência e emergência. Aqui em Maceió o HGE dispõe de uma equipe de cirurgiões buco-maxilo faciais que trabalham em escalas de plantões e está a postos para os atendimentos. Uma equipe multiprofissional irá atender o paciente vítima de trauma e realizar o diagnóstico, através de exame físico e complementares, como radiografias e tomografias. A partir do diagnóstico é eleito o plano de tratamento para cada caso. Existem tratamentos "abertos" onde colocamos placas e parafusos para tratar as fraturas. E tratamentos fechados ou conservadores.”

Para Camila, a educação e prudência no trânsito vem sendo primordial para as prevenções, além do uso de capacetes. 

“Em tempos digitais a atenção dos motoristas muitas vezes está no celular em diversos aplicativos. Isso reduz a prudência necessária que precisamos ter no trânsito. Esses índices com certeza podem ser reduzidos se buscarmos a conscientização da responsabilidade que um motorista precisa ter”, esclarece ela. 

O trânsito vem se tornando uma preocupação mundial, onde campanhas e informações devem ser disseminadas para conscientização e alerta da sociedade, em prol da vida.