Reprodução/Redes Sociais Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Manifestação reuniu milhares de pessoas em Maceió

Após a manifestação contra os cortes nas verbas da educação que reuniu milhares de participantes em Maceió nesta quarta-feira, dia 15, o Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Alagoas (Sinteal) repudiou a fala do presidente Jair Bolsonaro que se referiu aos participantes dos atos que ocorreram simultaneamente em todo o país, como “idiotas úteis que estão sendo usados como massa de manobra de uma minoria espertalhona que compõe o núcleo das universidades federais no Brasil".

 O sindicato disse que “o presidente Jair Bolsonaro, mais uma vez, dá provas inequívocas de despreparo e de desequilíbrio emocional – inconcebíveis tendo em vista o respeito que deveria ter à liturgia do cargo que ocupa -, ao classificar de “idiotas úteis” e “massa de manobra” os milhares de trabalhadores em educação do ensino básico e superior, e os milhares de estudantes, pais e pessoas do povo, que saíram em protesto neste dia da “Greve Nacional da Educação”.

A categoria também criticou a “política de cortes drásticos na área da educação, que ultrapassam a casa dos bilhões de reais, e uma reforma previdenciária que massacra os mais pobres, prefere, a exemplo de seus mimados e malcriados filhos, atacar trabalhadores e trabalhadoras que, utilizando o que ainda resta de democracia no país, sair às ruas para defender seus direitos e tentar salvar a educação pública (básica e superior) do desmonte arquitetado pelo seu (des)governo, que mal começou, já dá provas que não deve ir muito longe”.

Números

Em Maceió, segundo dados da Polícia Militar, cerca  5 mil pessoas participaram dos protestos. No começo da manhã, os manifestantes se concentraram em frente ao Complexo Educacional de Pesquisas Aplicadas (Cepa), no bairro Farol e seguiram em caminhada até o Centro.

Professores, funcionários e alunos da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) estiveram no calçadão fazendo exposição de trabalhos de pesquisa e mostrando à população a contribuição para o saber que a universidade produz.

Estimativas da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) apontam que em todo o país mais de um milhão de trabalhadores saíram às ruas contra o bloqueio de verbas para a educação e contra a reforma da Previdência.

Para o CNTE, a pauta de reivindicações da Greve Nacional da Educação também incluiu o fim do patrulhamento ideológico nas universidades, da ofensiva Lei da Mordaça entre outras medidas.