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Em audiência entre representantes do  Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários (Sinttro), o Ministério Público do Trabalho (MPT) em Alagoas e a Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito da capital (SMTT), categoria definiu nesta quarta-feira, dia 15, que paralisação das atividades de transporte coletivo aos domingos será definida no final da negociações.

Segundo a assessoria de Comunicação do MPT a partir de proposta já definida em assembleia, os rodoviários concordaram com a antecipação do reajuste de 1,74% no salário e com a reposição de 5,27% no auxílio-alimentação - equivalente a R$ 500,00 -, mas deixaram a proposta em aberto até a negociação final - e que trata de outras cláusulas da categoria - com as empresas de transporte coletivo. O Ministério Público do Trabalho aguarda que, em audiência marcada para 24 de maio, as partes cheguem a um consenso e a proposta de paralisação das atividades seja encerrada.

Para a procuradora do MPT Adir de Abreu, que conduz o impasse, o pedido de ganho real dos trabalhadores é importante diante da conjuntura das negociações. A representante do MPT defendeu uma melhor resposta do Sinturb diante das propostas dos rodoviários, mas, por ver avanços na condução da negociação entre as partes, defendeu que a paralisação das atividades no domingo seja suspensa.

“Entendo ser legítima qualquer paralisação dos trabalhadores quando devidamente motivada e observo necessária uma melhor resposta do Sindicato Patronal quanto às novas solicitações do Sindicato dos Trabalhadores e, também, das regras e propostas de levantamento da auditoria contratada pelo Município, o que levaria a embasamento melhor das propostas do Sindicato dos Trabalhadores. Portanto, solicito ao Sinttro que confiem nas negociações feitas no MPT e, suspendam, por agora, a determinação da paralisação das atividades no domingo”, ressaltou Adir de Abreu.

De acordo com o superintendente da SMTT, Antônio Moura, a Prefeitura de Maceió fará uma auditoria - prevista para conclusão em 120 dias - dos custos através de uma consultoria, a qual avaliará o contrato e os custos atuais das empresas que firmaram o contrato de transporte coletivo. Somente a partir deste levantamento, segundo o superintendente, o Município poderá, se necessário, reavaliar o contrato administrativo e, por consequência, reajustar tarifas.

Já o Sinturb reafirmou que cumprirá sua posição de repassar aos trabalhadores apenas a inflação do período de julho de 2018 a fevereiro de 2019, de forma linear, sem qualquer alteração de cláusulas, limitando-se a negociação ao reajuste automático dos salários e tickets alimentação pela inflação do período. Caso haja recuperação, o sindicato das empresas de ônibus discutirá as demais cláusulas da convenção.

A próxima audiência para tratar do assunto está marcada para 24 de maio, às 10h, na sede do Ministério Público do Trabalho.

 

*Com assessoria