Vanessa Alencar / CM Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true

Repercutiu na Assembleia Legislativa o anúncio da Braskem, feito na semana passada, acerca da paralisação das atividades de extração de sal e, consequentemente, das fábricas de cloro-soda e dicloretano localizadas em Maceió. Na sessão desta terça-feira (14), a deputada Jó Pereira (MDB) classificou de "chantagem" o fato de a empresa ter deixado no ar a possibilidade do encerramento de suas atividades em Alagoas.

"Não podemos ser 'revitimizados' pela mesma empresa... Também em razão de sua irresponsabilidade com a extração do solo, é necessária uma atitude responsável agora, e não que a empresa use como chantagem o fato de ser economicamente importante para o Estado", disse Jó, cobrando responsabilidade social e econômica da Braskem com Alagoas e acrescentando que o parlamento deve estar atento às atitudes da empresa.

Davi Davino Filho (Progressistas) foi outro a criticar o possível fechamento "após 40 anos explorando nossos minérios com lucros enormes" e disse que a medida é "infantil": "Destrói milhares de vidas no Pinheiro e agora a economia? Fechar agora, depois de ficar tão rica e explorar tantos? Nós, do parlamento, não podemos deixar a empresa tomar uma atitude tão infantil ", afirmou, sugerindo a criação de um Gabinete de Crise para acompanhar os desdobramentos do caso.

Quem também comentou o assunto foi Francisco Tenório (PMN): "Ela (Braskem) pode até sair, mas não pode deixar de ter responsabilidade, cível e criminal, pelos danos causados. Vamos cobrar essa responsabilidade, a empresa funcionando ou não".