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A RESENHA A SEGUIR ESTÁ REPLETA DE SPOILERS, POR ISSO RECOMENDO VOLTAR AQUI APENAS QUANDO TIVER VISTO FILME PARA QUE SUA EXPERIÊNCIA SEJA A MELHOR POSSÍVEL.

OS MOMENTOS MAIS MARCANTES ACONTECEM QUANDO OS OLHOS ENCONTRAM A SURPRESA QUE EMOCIONA, E ESTA NOS ENCONTRA. 

 

 

A espera chegou fim. "Vingadores: Ultimato" (2019) estreia nos cinemas para encerrar uma história pavimentada durante onze anos e mais de vinte filmes do universo compartilhado da Marvel

Após os eventos de "Vingadores: Guerra Infinita" (2018), quando metade dos seres vivos do universo foi reduzida a pó, os heróis que sobraram tentam a todo custo reverter os efeitos do estalo do titã louco, Thanos, e vingar os amigos que se foram.

Novamente sob a direção dos irmãos Russo, que fazem uma participação especial em cena com o Capitão, o longa inicia com a clima pesado e o sentimento de perda é palpável. Família, amigos, muitos morreram e isso repercute de maneira particular sobre os sobreviventes. Gavião Arqueiro virá um assassino, Steve Rogers ajuda as pessoas em grupos de apoio, a Viúva Negra se preocupa com novas ameaças, Bruce Banner finalmente controla o Hulk e Tony Stark tenta construir um lar.
Entretanto, ao voltar do Reino Quântico e propor uma viagem no tempo para impedir o estalo, o Homem-Formiga restitui as esperanças dos heróis.

A missão dos Irmãos Russo de superar o sucesso do longa anterior e o impacto de Thanos era tão dura quanto a de seus personagens em salvar o universo. Durante boa parte da projeção me peguei comparado os filmes e pendendo a balança para "Guerra Infinita". Porém, apesar de alguns pequenos pontos que me incomodaram, "Ultimato" é maior e melhor. 
Vou começar pelos incômodos.

Visto que a equipe original dos Vingadores sobreviveu ao estalo, era de se esperar a valorização desses personagens em tela, como uma espécie de tributo pela importância e pelos anos de dedicação, mas um dos heróis mais queridos não teve o espaço que merecia.
Hulk, tão fundamental no primeiro longa da franquia "Vingadores", foi escanteado em todas as batalhas e participou mais ativamente como cientista brilhante. O monstro verde perdeu a fúria e a última lembrança que ficou foi a surra que levou no filme anterior.

O Deus do Trovão não foi escanteado, pelo contrário, teve destaque em vários momentos, em especial no seu primeiro reencontro com Thanos. O problema aqui é o exagero em ridicularizar o personagem em prol da comédia. Em "Guerra Infinita" os Russo conseguiram dosar bem o humor e drama que passaram a fazer parte do DNA de Thor, mas dessa vez perderam um pouco a mão.

Uma vez constada em ata essas observações, vamos para a parte boa. Aquela que fez de "Ultimato" o maior evento cinematográfico do mundo dos super heróis.

Trabalhar viagem no tempo no cinema sempre foi motivo para ficarmos com a orelha em pé para os furos de roteiro e clichês para cobrir falta de criatividade do enredo. Felizmente, Anthony e Joe Russo tiveram o cuidado de se manterem afastados de obviedades estabelecidas em filmes que já utilizaram esse recurso no cinema e explicaram de maneira simples suas próprias regras.
Talvez nem tudo seja explicado, mas não precisou. É possível entender a lógica das coisas e aceitá-la. 
Os roteiristas também merecem créditos pelas soluções encontradas para amarrar situações e reverter outras sem apelar para a boa vontade do público. Tudo parece fazer sentido. 
O filme conta também com uma forte carga emocional e o efeito disso foi um coro de fungados banhado por lágrimas, na sessão que estive presente.
Confesso que dei minha contribuição com os olhos marejados na cena em que Stark revê seu pupilo no campo de batalha. 

Agora é a vez dos donos do filme. Os homens que esculpiram a identidade desse universo tão amado pelo público.

Steve, um homem do passado. Tony, um homem do futuro. Duas personalidades diferentes que se encontraram, viraram amigos, rivais, voltaram a ser amigos e se sacrificaram pelo presente.
Capitão América novamente mostra que sua maior força está na dignidade e obstinação em se manter de pé mesmo diante do improvável. Assim como fazia o garoto magrelo que estava disposto a apanhar o dia inteiro até vencer a luta.
Suas cenas em "Ultimato" são minha favoritas e levantou o publico no cinema. 
O Homem de Ferro, aquele mesmo que em 2008 voltou a nos fazer acreditar que o homem podia voar, teve um tratamento condizente com a sua relevância. Ele começou, ele termina. Não há maior justiça com Tony, com Downey Jr., conosco.

"Vingadores: Ultimato" será celebrado durante muito tempo na história da Cultura Pop. A sequência final arrasadora envolvendo o arsenal de heróis encantará gerações, mas o que vai ficar para sempre na minha memória é aquela última dança antes dos créditos de encerramento. Prometida, aguardada e finalmente cumprida. 

9.5

*Disponível nos Cinemas

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