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Manhã de segunda-feira, após  me examinar, minuciosamente,o  caixa do supermercado lança a pergunta:- Seu nome é Arísia Barros?
Assevero que  sim,e o rapaz ávido pra contar sua história, diz:- Nunca esqueci seu nome, nem seu rosto (sou bom de fisionomia),e lembro  da senhora, porque participei de um encontro sobre negros, no Teatro Deodoro. Na época estudava na Escola Eunice Campos.
Pega de surpresa pela situação inusitada,busco saber em qual ano aconteceu o fato.
O rapaz ri no dizer:- Vixe faz bem uns 15 anos.- respondeu mexendo nas recordações
Não perguntei-lhe  a idade, mas, calculei que está na casa dos 25/27  anos
E as palavras do rapaz saem espalhando perspectivas:-"Aquele encontro afro causou uma revolução em minha vida, me revelou o que é racismo.Foi importantissimo. Ainda hoje lembro da música que cantavam lá." E , entusiasmado cantarola  um trechinho da música.
Eu olho feliz para  aquele rapaz, caixa de um supermercado falando sobre o quanto enriquecedora foi participar de uma discussão sobre racismo e refirmo que é possível mudar paradigmas. Interpretar e reinterpretar constantemente sobre  o poder estrutural do racismo para entender a realidade que nos cerca.
Pelo jeito, Alisson absorveu, compreendeu e ainda hoje compartilha o aprendizado de que o conhecimento/educação é,e sempre será, uma ferramenta poderosa para construção de uma sociedade plural.
Obrigada, Alisson!