Freepik Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true

Entender a surdez e tratá-la como algo normal ainda é uma missão em andamento. Por isso que, como forma de conscientização e cidadania, nesta terça-feira (23), comemora-se o Dia Nacional da Educação para os Surdos. A data é essencial para discutir a importância da inserção do aluno com deficiência auditiva no ensino regular, o que não apenas valoriza a diversidade humana, mas possibilita também a geração de uma vida comunitária digna e acessível.

Através da Associação dos Amigos e Pais de Pessoas Especiais (AAPPE), os alagoanos podem contar com o Instituto Bilíngue de Qualificação e Referência em Surdez (Ires), que já funciona em Maceió há cerca de quatro anos. Sendo, atualmente, o único instituto especializado em Libras no Norte-Nordeste, o Ires trabalha com o intuito de minimizar os prejuízos linguísticos desde os anos iniciais de vida do indivíduo com deficiência auditiva, até a inserção no mercado de trabalho.

Para a professora bilíngue do Ires, Núbia Alvim, o contato com a educação dos surdos possui um significado particular e começou bem antes da sala de aula. “O meu primeiro contato com a língua de sinais foi através da minha irmã Isabel, que é surda. Hoje, eu fico muito feliz por trabalhar na área educacional voltada para uma educação bilíngue, uma educação verdadeiramente acessível. E depois de muitos anos de descaso e preconceitos, temos finalmente uma data, que reconhece a educação para os surdos”, conta.

Segundo a coordenadora pedagógica do Ires, Simone Gabriela, o mais importante nesta data é o poder de visibilidade e protagonismo para os surdos. “As pessoas hoje estão vendo que os surdos existem, que eles precisam se comunicar como todo mundo. A nossa proposta é trabalhar com as crianças desde pequeninas, estimulando o aprendizado em Libras, o conhecimento de mundo, fazendo com que eles saibam quem são e que cada um deles possa se aceitar como surdo”, afirmou.

“O que a gente quer é que, cada vez mais, os surdos sejam capazes, porque nós sabemos que eles são, mas que eles se vejam como pessoas comuns, com direitos e deveres”, finaliza a coordenadora pedagógica.