Foto: Assessoria Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Presidente do Sindpol em Alagoas

Após a prisão de agente da Polícia Civil em Maragogi, o Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol) expôs os profissionais de segurança – militar e civil – podem entrar em uma “zona de guerra” devido às abordagens nas ruas dos policiais militares.

O sindicato colocou que os policiais civis recebem um tratamento rude, mesmo se identificando aos militares, o que resultou até em tema de reunião entre  Ricardo Nazário, presidente do Sindpol, e o Comandante-Geral da Polícia Militar de Alagoas, coronel Marcos Sampaio Lima.

No encontro, o coronel Marcos Sampaio de Lima havia se comprometido a reunir o Estado Maior e emitir para todos os batalhões do Estado de Alagoas a recomendação de que as guarnições ajam com cortesia quando se depararem com os policiais civis.

Após quase dois anos, a diretoria do Sindpol informa que a reunião com o Comandante-Geral não surtiu efeito, vindo a aumentar a animosidade da categoria com os policiais militares. O presidente do Sindpol, Ricardo Nazário, preocupado com possíveis retaliações entre as instituições, alerta.

“Entendemos que os policiais civis são membros da segurança pública e que essa falta de afinação e respeito podem trazer sérios problemas para a sociedade. Quando os órgãos da segurança pública não conseguem caminhar juntos, quem sofre é a sociedade”, ressalta o sindicalista. 

 “Os policiais não estão integrados, e o pior é que estão quase em pé de guerra”, disse. O presidente do Sindpol esclarece que o Sindicato defende a Constituição brasileira e a democracia, e acredita nas instituições policiais trabalhando e defendendo a sociedade, dentro da legalidade, alinhando as normas e padrões a serem seguidos pelos operadores da segurança pública.

 A diretoria do Sindpol informa que enviará ofício ao Conselho de Segurança Pública de Alagoas – Conseg, à Promotoria do Controle Externo, Promotor Magno Alexandre, ao Comandante-Geral da Polícia Militar de Alagoas, coronel Marcos Sampaio Lima, ao secretário de Segurança Pública Lima Júnior, ao Procurador-Geral de Justiça de Alagoas, Alfredo Gaspar de Mendonça, solicitando as autoridades reunião para tratar das abordagens e conduções dos policiais civis e policiais miliares com urgência.

*Com assesoria.