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O segundo episódio da derradeira temporada de "Game of Thrones" deu início ao ritual de despedidas de alguns personagens antes da guerra com os mortos, que promete ceifar muitas vidas.

O capítulo começou com o rápido julgamento de Jaime Lannister, onde mais uma vez a Mãe dos Dragões saiu enfraquecida ao ver os Starks perdoarem o Leão, quando sua vontade era sentenciá-lo à morte. Mais adiante ainda vemos Daenerys tentar uma reaproximação com Sansa em uma cena de novela entre duas comadres. Novamente a direção erra em executar uma ideia clara de forma cafona.

Com um espírito oposto ao episódio anterior, em que os conflitos se posicionavam no tabuleiro, aqui os laços se firmam e os momentos emocionais preenchem os mais variados núcleos. A edição ficou um pouco prejudicada e o reflexo foi a perda da fluidez e excessos de cortes.
Em Winterfell há uma espécie de acerto de contas geral, que deixa rusgas de lado para confraternizar antes da batalha. Talvez um pequeno exagero em alinhar romances e formar casais, mas prefiro me apegar às belas sequências da volta de Theon Greyjoy e a condecoração de Brienne em uma pequena e improvável reunião. O momento, que também nos agraciou com uma bela canção entoada por Podrick, me lembrou bastante "O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei" (2003) e seu clima de poucas esperanças frente a marcha iminente para a morte.
Tyrion se mostrou interessado na história de Bran e me deixou com uma pulga atrás da orelha sobre seu futuro. Poderia o anão ser o próximo corvo de três olhos e guardar a memória dos sete reinos?
Teorias...
Arya recebe sua nova arma das mãos de Gendry e já se especula que ela seja a responsável pelo fim do drgão de gelo. Após um flerte inicial, a jovem deixa as lembranças da infância para trás e passa a noite com o ferreiro.

Jon finalmente revela a Daenerys sua descendência, mas a princípio a Khalessi não me pareceu disposta a abdicar do direito ao Trono de Ferro. Snow, que na verdade é um Targaryen, foi quase um figurante nesse capítulo. Me preocupa os rumos e o tom que dão ao personagem. É incrível como todos os demais têm amadurecimentos e transformações visíveis ao comparamos o início e a reta final da jornada de cada um. Entretanto, Jon permanece o mesmo jovem tímido, que não se impõe quando se espera dele força além da espada. Eu sei que ele nunca quis ser rei, etc..Mas se espera o mínimo de pulso. As experiências não mudam personalidades, porém interferem nas atitudes. Ao meu ver, há um nítido retrocesso na condução do personagem, que parou de crescer após a "Batalha dos Bastardos" e vem perdendo o protagonismo. 
Torço por sua retomada...

8.0

*Disponível pelos canais HBO

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