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Após a compra da Eletrobras Alagoas pela empresa Equatorial Energia Alagoas foram registrados apagões e faltas de energia que, além de gerar mal-estar para a população houveram também diversas especulações, inclusive sobre supostos “boicotes” de funcionários, caso que a empresa investigou e descartou. Prém, para evitar que eventos dessa natureza se repitam, nesta segunda-feira, dia 15, aconteceu uma audiência pública no Ministério Público Estadual (MPE) onde foram acordadas algumas prioridades. Um novo encontro foi agendado para o dia 15 de maio onde devem ser apresentadas soluções ou propostas de melhorias.

Em entrevista ao CadaMinuto, a direção da Equatorial comentou que apesar dos rumores de que as quedas de energia poderiam ter sido provocadas por funcionários foram realizadas investigações por parte da empresa e esta informação não procede.

“Monitoramos as duas situações de queda de energia elétrica que ocorreram logo depois da posse, junto à Chesf, que foi responsável pelas falhas”, comentou a assessoria que ainda ressaltou que a empresa acompanha a rede de distribuição de forma constante, com objetivo de diminuir as ocorrências e fornecer energia de qualidade para a Estado.

Com a chegada do inverno, o que representa maior intensidade de chuvas e consequentemente, na capital, são registradas constantes quedas de energia, a assessoria de Comunicação da Equatorial comentou que “está acompanhando constantemente o clima, o que permite antecipar situações que apresentem perigos ou riscos de queda de energia, haverá aumento no contingente da Empresa, justamente para garantir atendimento nesta época em que as demandas são naturalmente maiores, algumas manutenções estratégicas serão adiantadas, visando a diminuição de eventuais impactos no fornecimento de energia para a população alagoana”.

Desafios

Com a compra da Eletrobras Alagoas, antiga Companhia Energética de Alagoas (Ceal), “a Equatorial assumiu uma distribuidora com uma dívida acumulada de R$1,8 bilhão, e que necessita de grandes investimentos para aumentar a qualidade da distribuição de energia elétrica”, comentou o assessor. As metas propostas pela Equatorial Energia, ao assumir a gestão são de fato desafiadoras, porém aposta na expertise acumulada ao longo dos anos com outras companhias também adquiridas pelo grupo, como a Companhia Energética do Maranhão (Cemar) e as Centrais Elétricas do Pará (Celpa), antes consideradas ineficientes e que, atualmente, são exemplos em quesitos como: melhoria da qualidade do fornecimento, recuperação financeira e sustentabilidade, além do reconhecido modelo de gestão.

Herança

A Equatorial Energia Alagoas encontrou em Maceió, como herança da Ceal ou Eletrobras Distribuição Alagoas, uma empresa com capacidade de crescimento e capaz de grandes resultados, porém com forte necessidade de investimento em infraestrutura, tecnologia e mão-de-obra, com seus indicadores junto aos órgãos reguladores muito abaixo do proposto, com o caixa de orçamento próximo a zero.

Quanto ao quadro de funcionários a Equatorial afirma que encontrou “uma gestão competente embora, impossibilitada de reproduzir os resultados necessários para o povo alagoano, justamente devido à ausência de investimento já citada, reforçando os desafios que temos que enfrentar, focando numa gestão com transparência e qualidade no fornecimento de energia em Alagoas”, destacou.

Investimentos

Ao assumir a concessionária, o Grupo Equatorial fez o aporte R$ 545,77 milhões, que irão auxiliar na melhoria da qualidade dos serviços e do atendimento aos consumidores. Com esse novo momento, a empresa espera ser um auxílio concreto e catalisador do desenvolvimento econômico e social de Alagoas, possibilitando o crescimento da empresa e atraindo novos projetos.

“A principal meta da companhia no Estado é a melhoria do serviço ofertado e também o aprimoramento do atendimento aos consumidores alagoanos. Por se tratar de um processo de transição, estamos mergulhando dentro dos detalhes da operação para entender concretamente as maiores necessidades”, concluiu o assessor.