Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true

Quem gosta de chocolate pode se animar. Um levantamento realizado pelo Instituto Fecomércio de Estudo, Pesquisa e Desenvolvimento do Estado de Alagoas (Instituto Fecomércio AL) constatou que num universo de 57,9% consumidores que pretender comprar doces,  71% revelou que  pretende presentear com doces.

Segundo a assessoria de Comunicação da Fecomércio este ano 57,9% dos entrevistados disseram que comprarão os tradicionais ovos de chocolate; o melhor desempenho já registrado desde 2016, primeiro ano do estudo, quando o percentual foi 49,3%, caindo para 48,6%, em 2017, e para 46%, em 2018.

O assessor econômico da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Alagoas (Fecomércio AL), o aumento na intenção de compras reflete a maior confiança do maceioense na manutenção de seus empregos e a perspectiva de que conseguirão maiores salários ao longo do ano é um forte estímulo ao consumo. “Embora em fevereiro e março tenha ocorrido queda no consumo, abril aponta recuperação. O fato é que esses dois meses do ano há uma ressaca de consumo, e falta o estímulo de promoções ou alguma data comemorativa”, avalia. A queda de 1,1% na taxa de desemprego em Maceió e os 707 postos de trabalho criados nos dois primeiros meses do ano contribuem para potencializar o consumo.

Entre os que comprarão ovos de chocolate, 71% irão utilizar o doce como presente: 45,45% darão para os filhos; 25,57% para parentes; 13,99% para cônjuge; 8,04% para amigos; e 5,59% disseram que irão se auto presentear. Para os 41,1% que não comprarão, 35,44% apontaram como motivo o desemprego, 22,82% afirmaram que estão endividados, 18,45% disseram estar mais cautelosos e 10,68% não têm o costume de presentear, enquanto 5,83% não têm a quem presentear.

Os dados do Instituto Fecomércio sinalizam, ainda, que os ovos artesanais vêm conquistado mais espaço no mercado. Se no ano passado era a preferência de 9% dos entrevistados, neste ano de 2019 o percentual subiu para 14,6%; praticamente o dobro do registrado em 2017 (7,4%). Nesse cenário, os ovos industrializados caíram de 90,8% (2018) para 61,2% (2019).

Quando questionados sobre a pretensão de substituir os ovos por barras de chocolate, apenas 20% dos consumidores sinalizaram positivamente, uma redução de 3 pontos percentuais (p.p.) em relação à 2017 e de 7,6% se comparado a 2018.

Em relação aos valores que serão desembolsados na compra dos ovos ou barras, 44,07% gastarão entre R$ 51 e R$ 100; 35,87% investirão até R$ 50; 11,85% entre R$ 101 e R$ 200; 5,17% acima de R$ 201; e 3,04% entre R$ 151 e R$ 200.

 

Frutos do mar e vinho

A intenção de compras de vinhos e frutos do mar foi mensurada pelo Instituto Fecomércio. De acordo com a pesquisa, 38% dos entrevistados comprarão vinho especialmente para a data; uma elevação de 17 p.p. quando comparado ao ano passado, quando apenas 21% colocaram a bebida entre os itens pascal. Aumento também foi registrado na intenção de compras de frutos do mar: 60% dos entrevistados vão consumi-los (em 2018 foi 53%). Apesar do crescimento, o percentual ainda é menor do que o registrado em 2017 (65,4%).

Para ter os frutos do mar e o vinho na mesa,47,98% dos consumidores pretendem gastar entre R$ 51 e R$100; 21,39% entre R$ 101 e R$ 200; 19,36% até R$ 50; e 3,47% entre R$ 201 e R$ 300. A faixa acima de R$ 301 será a opção para 7,80%.

 

Formas de pagamento

Assim como no ano passado, o pagamento à vista em dinheiro será a forma escolhida pela maioria (50,1%). A modalidade à vista via cartão de débito aparece em segundo lugar (13,3%), seguido pelo parcelamento no cartão de crédito (12,1%) e pelo uso do rotativo do cartão de crédito (9,6%). 

Os supermercados (47,37%) terão a preferência dos consumidores, seguidos pelo Mercado da Produção (13,96%), pelo Centro de Maceió (13,50%), pelas lojas de shopping (11,90%) e pelas lojas de bairro (7,09%).

Entre os motivos que influenciam a escolha do local, 43,48% dos entrevistados disseram ter o preço como principal estímulo. Outros fatores são as promoções (24,94%), a qualidade do produto (11,44%), a variedade (4,12%), o conforto (2,97%), a praticidade (1,14%) e a recepção dos vendedores (0,46). Destaque para a proximidade de casa que no ano passado não alcançou nem 1%, ficando em 0,77%, e este ano registrou 5,73%; uma elevação de 4,96 p.p..

 

Perfil dos entrevistados

A pesquisa abordou a população maior de 18 anos e economicamente ativa. Dos entrevistados, 56% foram do sexo feminino e 44% do masculino com, na sua maioria, faixa etária entre 25 e 34 anos (32,9%). Quanto ao nível de escolaridade, 49,3% têm nível médio, 25,1% nível superior, 11,35% com formação técnica, 10,9% com ensino fundamental e 3,1% pós-graduados. A s faixas de renda foram: 61% entre dois e cinco Salário Mínimo (S.M.); 17% até um S.M.; 15,6% de seis a dez S.M.; e 5,1% acima de dez.

A pesquisa do Instituto Fecomércio ouviu 500 pessoas entre os dias 1 e 3 de abril. A amostragem tem nível de confiança de 95% e margem de erro de 5%, sendo 2,5% para mais e 2,5% para menos.

*Com assessoria