Foto: Divulgação Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Valéria Correia reitora da Ufal

A fala do novo ministro da Educação, Abraham Weintraub, de que as universidades no Nordeste deveriam priorizar o ensino de agronomia, ganhou força nos últimos dias após seu nome ter sido anunciado para assumir o Ministério da Educação.

Para a reitora da Universidade Federal de Alagoas, o grande problema na fala do ministro é a sugestão da retirada de cursos como filosofia e sociologia da oferta de cursos ao nordestino, como se a região “não precisasse formar profissionais para pensar e analisar a realidade nacional e regional”.

Segundo Valéria Correia, as universidades já contam com o curso de agronomia e ele tão importante quanto para a formação de profissionais para atuarem nesta área.

“O grande problema é sugerir a retirada dos cursos de filosofia e de sociologia, área das Ciências humanas e sociais, como se o nordeste não precisasse formar profissionais para pensar e analisar a realidade nacional e regional, para apontar os caminhos para transformá-la a partir das necessidades reais da população e contribuir com o desenvolvimento social regional”, colocou a reitora.

A afirmação do ministro foi feita numa transmissão pela internet em setembro do ano passado. “Em Israel, o Jair Bolsonaro tem um monte de parcerias para trazer tecnologia aqui para o Brasil. Em vez de as universidades do Nordeste ficarem aí fazendo sociologia, fazendo filosofia no agreste, [devem] fazer agronomia, em parceria com Israel. Acabar com esse ódio de Israel”.