Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true

Informação da coordenação do Programa Mais Médico em Alagoas aponta que em 23 municípios alagoanos houve a desistência dos profissionais, somando já 28 vagas desocupadas nas unidades de saúde.

O pedido de desligamento do programa ocorre por diversos fatores, entre eles a não adaptação da carga horária de 40 horas semanais. Os municípios onde houve maior desistência foram Penedo, União dos Palmares e Igreja Nova. Nestas cidades, dois médicos se desligaram em cada.

De acordo com a coordenadora do Programa do estado, Ivana Pitta, essas vagas somente serão preenchidas depois que o governo federal abrir uma nova seletiva.

Alagoas tinha um pouco mais de 128 médicos cubanos atuando nas unidades de saúde, principalmente em cidades do interior. Com o fim do contrato, esses profissionais foram substituídos por médicos brasileiros.

As outras cidades que tiveram desistência foram: Barra de Santo Antônio, Belém, Canapi, Coité do Nóia, Colônia Leopoldina, Coruripe, Joaquim Gomes, Maceió, Matriz de Camaragibe, Minador do Negrão, Olho D’Água das Flores, Ouro Branco, Palmeira dos Índios, Pão de Açúcar, Pariconha, Porto de Pedras, São Brás, São José da Tapera, São Miguel dos Campos e Teotônio Vilela.

RECURSOS 

O Ministério da Saúde publicou a portaria nº 475/2019 no Diário Oficial da União desta sexta-feira (5/4), estendendo para seis meses o prazo de pagamento da verba de custeio repassada às unidades básicas de saúde que perderam profissionais do Mais Médicos em fevereiro passado.

A regra anterior cortava o repasse para o posto se ele ficasse sem médico por mais do que dois meses. Ela precisou ser ampliada depois da mudança feita no Mais Médicos. Desde fevereiro, enquanto o Ministério da Saúde prepara um novo programa, os médicos designados para postos de saúde em locais menos vulneráveis, como os de grandes cidades, ao completar três anos no Mais Médicos (prazo em lei) não vêm tendo o vínculo renovado. Assim, as unidades onde eles atuavam ficariam fora da regra e, portanto, impedidas de receber recursos a partir de meados de abril.

Com a portaria, mesmo sem o médico, a unidade básica conseguirá receber a verba de custeio e outros financiamentos federais. Essa medida foi pedida pelos estados e municípios na reunião da Comissão Intergestores Tripartite (CIT), ocorrida na semana passada.

*Com informações da TV Gazeta e Assessoria.