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As eleições para o poder executivo de Maceió têm deixado marcas e sequelados políticos pelo caminho. Com sua sempre polarização, com raríssimas exceções, as eleições de Maceió mostram-se, a cada pleito, uma verdadeira máquina de moer sonhos, carreiras e mandatos.

De 2004 até às eleições de 2016, é possível mostrar um pouco desse estrago em algumas carreiras políticas, a começar por Cícero Almeida, que em 2004 foi eleito com mais de 140 mil votos, e jogou para o ostracismo o ex-deputado estadual, seu concorrente na época, Alberto Sextafeira. Sexta, desde então, não conseguiu se recompor na cena política alagoano.

Em 2008, a eleição para o executivo maceioense faz mais uma vítima, dessa vez, o adversário de Almeida na reeleição, o então petista e deputado estadual Judson Cabral, que terminou o pleito com 10,69% dos votos válidos, amargando sucessivas derrotas. Hoje fora dos corredores da Assembleia Legislativa e permeando por cargos emprestados na Estrutura do governo do Estado.

Em 2012, foi à vez do então Deputado Estadual Jeferson Moraes sofrer o revés. Moraes foi um dos mais bem votados na eleição para Deputado Estadual em 2010, mas viu, também, sua carreira política e até profissional cair, quando foi derrotado, junto com outros nomes, pelo atual prefeito de Maceió Rui Palmeira. Moraes, assim como os anteriores, tentou o retorno à ALE, mas não logrou êxito. 

Após perder, nesse mesmo pleito, Rosinha da Adefal, também inicia sua derrocada e sumiço do mapa do voto alagoano, não conseguindo se reeleger Deputada.

Como dizem, ‘o que faz aqui se paga aqui’, o ex-prefeito Cícero Almeida também encontrou a máquina de moer mandatos, no mesmo caminho que encontrou a máquina de fazer.

Em 2016, Almeida perdeu a eleição para Rui Palmeira, em segundo turno, com uma diferença de mais de 90 mil votos. Apático com o mandato de deputado Federal, colocou o nome na disputa para deputado Estadual, e sofrendo os efeitos da máquina moedora, teve uma das mais baixas votações que um ex-prefeito e deputado federal já teve na Capital, não conseguindo ser eleito. É mais uma vítima do processo e de si mesmo.

Engolimos aqui vários outros nomes que foram, nesses pleitos, triturados pela máquina, mas a pergunta que fica é: quem será o próximo ou próximos, a colocar o mandato e a carreira na máquina moedora de sonhos e de gente?

 

Alea jacta est