Foto: CadaMinuto/Arquivo Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Consuelo Correia, presidente do Sinteal

A tragédia que aconteceu nesta quarta-feira, dia 13, na escola Raul Brasil, em Suzano, São Paulo, quando dois ex-alunos após matar um empresário,  entraram na unidade de ensino atirando e mataram cinco alunos, dois funcionários e ainda deixaram outros nove estudantes feridos, levantou um questionamento sobre a prevenção à violência nas instituições de ensino.

A presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Educação de Alagoas (Sinteal) Consuelo Correia comentou que as ações de segurança promovidas pelo poder público nas escolas de Alagoas são escassas e “na verdade vivemos numa total insegurança não só nas escolas, mas na sociedade como um todo”.

Infelizmente os trabalhadores da educação enfrentam o medo diariamente afirmou a presidente do Sinteal. “Há poucos dias um meliante invadiu uma unidade de ensino e ameaçou a todos os presentes; é uma pena que as escolas tenham se tornado alvo de ações dessa natureza”, lamentou Consuelo.

Dinâmicas e palestras

Pensando na educação ampliada abordando também questões sociais como a segurança e precaução à violência, a Secretaria Municipal de Educação (Semed) possui uma Comissão de Prevenção à Violência e Acidentes nas Escolas, além de convênio com a Escola Superior de Magistratura de Alagoas (Esmal) e com o MovPaz.

Segundo a assessoria de Comunicação da Semed a Comissão é formada por uma equipe multiprofissional formada por assistentes sociais, pediatras, pedagogos e psicólogos. “Nos encontros, além de rodas de conversa são realizadas diversas dinâmicas com os estudantes”, comentou o assessor.

“Essas atividades são essenciais principalmente se considerarmos que a maioria dos alunos são oriundos de bairros localizados na periferia e que muitos enfrentam diariamente situações de enfrentamento ao bullying”, comentou a assessoria da Semed.

Investimentos

Já a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) comentou que também investe em ações de prevenção à violência, tráfico de drogas e vandalismo nas escolas. Entre as medidas preventivas, há parcerias com o Proerd - Programa Educacional de Resistência às Drogas e Violência, da Polícia Militar de Alagoas; Esmal; com o Tribunal de Justiça de Alagoas, com Ministério Público Estadual e com o  Fórum Permanente de Combate às Drogas e outros.

“Por entender que a violência não é apenas física, mas também psicológica, verbal e simbólica,  a Seduc também foca em ações que estimulam o protagonismo juvenil, possibilitando aos jovens da rede pública estadual expressar seus anseios, demandas e talentos. Dentre as principais ações estão o Encontro Estudantil da Rede Estadual, onde os alunos se expõem e apresentam projetos científicos e culturais, e a reativação dos grêmios estudantis”, informou a assessoria.

Nos últimos quatro anos, a Seduc investiu no videomonitoramento das escolas estaduais, com o setor de segurança da secretaria e o Batalhão Escolar da PM dando assistência às escolas sempre que acontecem ocorrências, reforçou a assessoria.