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Um grupo de heróis improváveis é recrutado para salvar uma comunidade indefesa, de inimigos impiedosos. 

Provavelmente essa sinopse será familiar, visto que vários filmes seguem essa fórmula dentro do cinema há muito tempo. Longas como "Sete Homens e um Destino" (1960) e a animação "Vida de Inseto" (1998) são bons exemplos do que me refiro.
O que talvez poucos saibam é a origem dessa forma de contar a história, que viria a inspirar tantas produções a seguir. 

Em 1954 o diretor japonês Akira Kurosawa realizou uma das grande obras primas do cinema: "Os Sete Samurais".
A trama girava em torno de uma vila de lavradores que recorre aos samurais para conter uma ameaça que se aproxima.
Sem dinheiro para contratar os guerreiros, eles precisam encontrar samurais que aceitem a missão  em troca de alimentação.
Quando havia pouca esperança de contar com a espada em troca de arroz, os agricultores conseguem convencer o nobre Kambei a ajudá-los. Ciente da árdua tarefa, o experiente samurai decide selecionar outros seis ronins para proteger a vila dos bandidos que prometeram retornar após a colheita.

O roteiro, também assinado por Kurosawa, desenvolve a história e os personagens construindo o drama e a ação de maneira orgânica. Os diálogos servem para transmitir as mensagens de forma muitas vezes poética é merece atenção. Até então, a ideia de recrutar um grupo de "párias" para uma missão em comum era uma novidade nos cinemas.

Na película, cada samurai tem uma personalidade própria que se encaixa com o enredo. Aqui ressalto o tresloucado Kikuchyo, responsável pelos momentos cômicos, mas também pelos mais emocionantes do longa.
A fotografia do filme é outro destaque que garante lindos planos, incluindo uma das cenas finais na qual vemos um morro com os símbolos da dedicação dos samurais.

Definitivamente, "Os Sete Samurais" é um filme que merece todos os tributos, como a espada cravada num monte que reluz ao sol.

9.5

*Instagram: resenha100nota