Foto: Reprodção Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Em novas imagens, advogado da vítima relata versão do caso

Após o advogado de defesa do acusado de agredir um homem durante as prévias carnavalescas, no último sábado (23), em Maceió, enviar um vídeo e contar sua versão ao Cada Minuto, nesta quinta-feira (28), a defesa da vítima encaminhou à redação imagens gravadas por câmeras de segurança e sua versão do fato, detalhada em vídeo pelo advogado Lucas Albuquerque.

No vídeo, o advogado da vítima, Nilson de Mendonça Bernardes, alega que a defesa de Edvan Monteiro tem divulgado imagens com cortadas das que foram fornecidas pela empresa de segurança.

O advogado afirma que o vídeo, onde ele relata a versão da vítima sobre o ocorrido, irá desmitificar o que a defesa do acusado tem divulgado. No entanto, Lucas Albuquerque ressalta que a íntegra das filmagens será divulgada apenas no processo e outras testemunhas ainda serão ouvidas.

Na versão da vítima, tudo teve início após a esposa de Edvan Monteiro discutir com a filha. O advogado vai explicando o vídeo e mostrando o horário da sequências das imagens exibidas. Ele aponta que, após a discussão entre mãe e filha, uma mulher tenta pedir ajuda para algo que já está acontecendo.

Ainda segundo a defesa de Nilson Mendonça, a mulher não consegue ajuda, retorna para o local onde já havia uma suposta confusão e é abordada pela esposa de Edvan Monteiro. No vídeo, o advogado frisa que seu cliente só aparece nas imagens algum tempo depois de uma situação já ter iniciado e, só então, a agressão aconteceu.

Veja o vídeo:

 

Justiça nega pedido de anulação de prisão preventiva

Hoje, a Justiça negou o pedido da defesa de Edivan Monteiro para anular sua prisão preventiva, decretada no dia 24 de fevereiro. Os advogados alegaram que seu  cliente possui residência fixa, trabalho lícito, graduação superior e que não há dúvidas acerca de sua identidade. A defesa também afirmou ainda que ele "não oferece risco a ordem pública, econômica ou a instrução criminal, comprometendo-se a comparecer a todos os atos processuais que seja necessário".

Em sua decisão, o juiz, Rodolfo Osório Gatto Herrmann, da 6ª Vara Criminal da Capital, entendeu que "diante da violência perpetrada e da gravidade das lesões sofridas" pela vítima, "a medida cautelar extrema se faz necessária". O magistrado também destacou que a prisão preventiva não é antecipação da pena e que,durante todo o processo, o réu poderá exercer a sua ampla defesa e apresentar, em juízo, suas versões dos fatos.

"Por todo o exposto, INDEFIRO O PEDIDO REVOGAÇÃO DE PRISÃO PREVENTIVA formulado por Edivan Monteiro de Araújo, mantendo a prisão preventiva como garantia da ordem pública, nos moldes dos arts. 282, § 6º, e 312, ambos do Código de Processo Penal.", diz a decisão judicial.

 

*Estagiária sob supervisão da editoria