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Existe uma modalidade da Medicina chamada de telemedicina. Ela consiste em utilizar dos meios tecnológicos de comunicação para a relação entre e médico e paciente. Ou seja, os médicos podem realizar consultas online, fazendo o diagnóstico e o acompanhamento do bem-estar do indivíduo. É isso o que o progresso das consultas médicas têm proporcionado! A telemedicina foi regulamentada recentemente no Brasil, por meio da Resolução nº 2.227/18. A opção é definida pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) como o “exercício da medicina mediado por tecnologias para fins de assistência, educação, pesquisa, prevenção de doenças e lesões e promoção de saúde, podendo ser realizada em tempo real ou offline

Quais as regras para utilizar deste progresso das consultas médicas? 

Para utilizar das opções da telemedicina, é preciso seguir uma série de regras. Como manter o sigilo médico-paciente, tal qual aconteceria no caso de consultas presenciais.

Isso significa que, mesmo que o atendimento seja realizado pelo WhatsApp, o especialista não pode compartilhar as informações com nenhuma outra pessoa.

Outra regra fala que os atendimentos devem gerar um relatório. Este relatório precisa ser encaminhado ao paciente, para eventual consulta e avaliação de outro especialista.

Além disso, o indivíduo deve concordar inteiramente com o atendimento virtual. Do contrário, será melhor que o atendimento médico seja feito de forma presencial.

Há vários sites no país que oferecem o serviço. Como exemplo temos a Euroclinix, que foi pioneira nas consultas online, iniciando desde 2011. Atualmente, oferece atendimento por chat, e-mail e telefone para consultas e também entrega medicamentos direto na residência do paciente. Todo o serviço é regulamentado pela Anvisa, assim como os medicamentos.

O paciente pode ficar tranquilo quanto à confidencialidade dos dados e ainda pode receber receitas de medicamentos diversos, conforme resultado individual e diagnóstico.

Essa facilidade permite que pessoas que não podem se locomover com facilidade ou residem em regiões distantes tenham o atendimento de qualidade que precisam e também não se sintam acanhadas ao falar de determinadas doenças.

É importante frisar que, com o avanço da tecnologia e expansão do assunto, muitas empresas de saúde podem começar a oferecer esses serviços, então cabe ao paciente antes pesquisar melhor sobre a reputação e verificar se cumprem todos os procedimentos legais, assim como deve ser feito em consultas presenciais.

Tipos de atendimento da telemedicina 

A Resolução nº 2.227/18 do Conselho Federal de Medicina regulamenta várias possibilidades de uso da telemedicina. São elas: a teleconsulta, a telemonitoramento, teletriagem, tlecirurgia, telediagnóstico e a teleinterconsulta. A seguir, explicamos um pouco sobre cada uma. Acompanhe!

Teleconsulta 

A teleconsulta nada mais é do que uma consulta médica, mas feita por meio de um recurso virtual. Como uma videoconferência ou o uso de recursos de aplicativos de mensagem.

Uma teleconsulta só pode ser utilizada para acompanhamento do quadro do paciente, nunca para sua primeira visita ao médico. Porém, essa norma pode ser desconsiderada no caso de locais de difícil acesso. Neles, a consulta virtual pode ser realizada desde o

primeiro momento. Porém, torna-se necessária a presença de outro profissional de saúde com o usuário durante todo o atendimento.

Em todo o caso, é indicado que o indivíduo compareça ao médico, de modo presencial, a cada 120 dias. Principalmente aqueles com doenças crônicas ou graves.

Teleinterconsulta

Se o médico precisar de ajuda para definir um diagnóstico, ele pode contar com outros médicos. Para isso, basta utilizar das tecnologias de comunicação para troca de informações. Essa consulta virtual pode ser realizada na presença ou não do paciente.

Telediagnóstico

O telediagnóstico permite que o médico avalie os resultados de exames necessários à distância, pelo computador. Com as informações, ele poderá estabelecer um diagnóstico e prescrever soluções.

Telecirurgia

Em uma telecirurgia, a operação é realizada por um robô. Porém, este robô é controlado por um médico, à distância e de modo virtual. Em todo o caso, a sala de cirurgia sempre precisa contar com um médico a postos. Assim, caso a conexão médico-robô caia, ou qualquer outro problema ocorra, o segundo médico pode assumir a operação.

Teletriagem 

Na teletriagem, o médico avalia os sintomas do paciente e o indica para o especialista adequado para o seu atendimento.

Telemonitoramento

Com o telemonitoramento, o especialista evita o trabalho de visitar internado por internado no hospital. Com a opção, ele avalia os pacientes de longe, mesmo estando em outro local, e verifica a necessidade de medidas para o cuidado, ou então da sua presença no hospital.

Fontes: Jornal na Net, Conselho Federal de Medicina